O Ministério da Cultura oficializou o tombamento definitivo do Palacete Celina Guinle e Linneo de Paula Machado, acompanhado de seus jardins característicos, localizados na capital fluminense. A determinação foi divulgada por meio da Portaria 314/2026, publicada nesta segunda-feira (14).
A deliberação decorre da aprovação unânime obtida entre os membros do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, cujo parecer favorável foi emitido no mês de junho. O trâmite processual voltado à preservação do bem cultural vinha sendo conduzido no âmbito do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde o ano de 1990.
Com a efetivação da homologação ministerial, o edifício e sua respectiva área verde passam a contar com a blindagem jurídica definitiva assegurada pelo patrimônio cultural do Brasil. Tal condição garante a conservação integral de seus traços arquitetônicos, elementos históricos e aspectos paisagísticos originais.
Edificado no intervalo entre os anos de 1900 e 1906, o palacete foi originalmente ofertado como presente nupcial a representantes de linhagens tradicionais da alta sociedade do Rio de Janeiro: Celina Guinle e Linneo de Paula Machado, este último reconhecido como o fundador do Jockey Club Brasileiro.
A estrutura do imóvel abrange mais de 1,1 mil metros quadrados de extensão e compreende trinta cômodos. O espaço é adornado por estátuas e escadarias confeccionadas em mármore, além de pisos revestidos em mosaico e uma ampla área verde que se destaca como remanescente expressivo de vegetação na região.
Antes da chancela federal, o casarão já ostentava o reconhecimento de patrimônio cultural nos âmbitos municipal e estadual. Durante a decisão colegiada de junho, o espaço passou a incorporar oficialmente o nome de Celina Guinle ao lado do de Linneo de Paula Machado, em um esforço institucional para destacar a relevância histórica da figura feminina.
O edifício histórico foi adquirido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), instituição que conduziu obras de restauração na estrutura e ergueu um anexo no terreno. Desde o ano de 2018, o local funciona como sede da Casa Firjan, integrando a preservação do passado arquitetônico às atividades culturais contemporâneas.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
