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Produtora e diretor de ‘Dark Horse’ apresentam versões conflitantes sobre gastos do filme

A produtora Karina Gama e o diretor Cyrus Nowrasteh divergem publicamente sobre a inclusão de despesas de marketing no orçamento do longa-metragem.

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Produtora e diretor de ‘Dark Horse’ apresentam versões conflitantes sobre gastos do filme

A produtora Karina Gama, dona da GoUp e empresa responsável pelo filme “Dark Horse”, e o diretor do longa, Cyrus Nowrasteh, apresentaram versões diferentes sobre os gastos com a produção cinematográfica. Enquanto o diretor afirma que o orçamento já executado do filme inclui verba de distribuição e marketing, a produtora relata que esses custos ainda não foram contabilizados.

De acordo com investigações da Polícia Federal (PF) tornadas públicas recentemente, o banqueiro Daniel Vorcaro repassou US$ 12,3 milhões a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República. Os repasses ocorreram em sete parcelas entre janeiro e setembro de 2025, com base em relatórios do Coaf, e a PF apura se houve outras formas de pagamento.

As autoridades também investigam o destino exato do montante, avaliando se os recursos foram aplicados integralmente no filme ou se houve desvio para outras finalidades, como a manutenção da permanência de Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado, nos Estados Unidos.

Na última quinta-feira, Cyrus Nowrasteh afirmou em uma rede social que os valores atribuídos a “Dark Horse” estão “ridiculamente inflados”. A declaração ocorreu em resposta a uma comparação entre o orçamento do longa e produções de Hollywood de menor custo. O diretor pontuou que os números englobam custos projetados de marketing, prática que, segundo ele, difere do modelo brasileiro onde a publicidade e a produção costumam ser agrupadas.

Diante da repercussão de sua postagem, o diretor voltou a se manifestar no dia seguinte para esclarecer que a comparação de custos feita pela imprensa seria falha, reiterando que a cifra divulgada na cobertura jornalística já contempla a vertente de marketing.

Em contrapartida, a produtora Karina Gama afirmou que já foram gastos aproximadamente US$ 13 milhões na obra e que esse total não contempla a verba de distribuição, divulgação e marketing, também conhecida como “P&A”. Segundo ela, o montante foi aplicado nas fases de desenvolvimento, pré-produção, filmagem e pós-produção, sendo necessários novos aportes para as etapas futuras.

O filme “Dark Horse”, que conta com o ator norte-americano Jim Caviezel na interpretação do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve a maior parte de seus gastos concentrada nos Estados Unidos, apesar de ter sido inteiramente filmado no Brasil.

Mike Davis, sócio de Karina e responsável pelo braço americano da GoUp, declarou por meio de e-mail que não autoriza o repasse de documentos da empresa armazenados nos Estados Unidos às autoridades brasileiras, exigindo que o pedido siga os trâmites formais por meio dos mecanismos de cooperação jurídica internacional.

Fonte: g1.globo.com

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