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Corregedoria aponta que policial militar teve intenção de matar mulher em abordagem na zona leste de SP

Relatório final da Corregedoria da PM conclui que a soldado Yasmin Cursino Ferreira teve intenção de matar Thawanna da Silva Salmázio durante abordagem realizada em abril na zona leste da capital paulista.

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Corregedoria aponta que policial militar teve intenção de matar mulher em abordagem na zona leste de SP

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo concluiu em sua investigação que a soldado Yasmin Cursino Ferreira teve a intenção de matar a ajudante-geral Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos. O episódio ocorreu durante uma abordagem policial realizada no mês de abril na zona leste da capital paulista.

O relatório conclusivo da corporação aponta a existência de indícios de homicídio doloso qualificado, além de caracterizar crime militar e transgressão disciplinar. O procedimento foi encaminhado para análise do Tribunal de Justiça Militar, embora não tenha sido emitido nenhum pedido de prisão preventiva até o momento.

Segundo representantes legais da família da vítima, a apuração interna da Polícia Militar acabou por afastar a tese inicial de legítima defesa. De acordo com a acusação, faltaram elementos materiais que comprovassem qualquer tipo de agressão ou risco iminente que pudesse legitimar o emprego de força letal pela agente.

Os fatos remontam à madrugada do dia 3 de abril, no bairro Cidade Tiradentes. Na ocasião da ocorrência, os policiais envolvidos registraram em boletim de ocorrência que Thawanna teria agredido a policial militar, versão que foi inicialmente sustentada pela defesa da agente.

Contudo, relatos de testemunhas e os argumentos apresentados pela família indicam que a policial desferiu um chute contra a vítima antes de efetuar o disparo de arma de fogo que atingiu seu tórax. Além disso, denúncias apontam que a ajudante-geral teria permanecido caída no asfalto por mais de 45 minutos à espera de socorro médico.

Atualmente, tanto a soldado Yasmin quanto o outro policial que participou da ocorrência continuam afastados de suas atividades operacionais, respondendo aos trâmites legais em liberdade. Paralelamente, o inquérito de esfera civil segue sob a responsabilidade do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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