Últimas notícias
DESTAQUES

Como está a disputa tarifária entre EUA e China antes da cúpula Trump-Xi?

A menos de uma nova cúpula entre os líderes de Estados Unidos e China, analistas avaliam o atual panorama da guerra comercial, as tarifas vigentes e os principais interesses econômicos em jogo.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
Como está a disputa tarifária entre EUA e China antes da cúpula Trump-Xi?

A frágil trégua diplomática e comercial alcançada em outubro passado conseguiu interromper a rápida escalada da guerra tarifária iniciada pelo presidente Donald Trump. No entanto, decorrido esse período, as duas maiores potências globais ainda não conseguiram firmar um acordo abrangente e permanente que pacifique definitivamente o fluxo bilateral de mercadorias.

No cenário atual, Washington e Pequim impõem taxas por meio de um complexo e restritivo conjunto de políticas direcionadas a setores específicos. Entre as taxações efetivas mais elevadas implementadas até o momento, destaca-se a sobretaxa de 40,5% aplicada sobre o aço e o alumínio, conforme levantamento de organizações especializadas no monitoramento do comércio internacional.

Por sua vez, a China mantém taxação recíproca de 10% sobre a totalidade dos produtos originários dos Estados Unidos, além de cobranças adicionais em frentes estratégicas. Um exemplo expressivo dessa política é a taxa de 15% incidente sobre o gás natural liquefeito exportado pelos americanos.

Apesar das turbulências e da forte volatilidade gerada pela disputa comercial, o intercâmbio de mercadorias entre as duas nações continuou a fluir. Contudo, o saldo financeiro dessa balança permanece fortemente desigual: as exportações chinesas respondem por impressionantes 75% do total transacionado, gerando um superávit comercial crônico que causa profunda insatisfação em Washington.

Diante desse panorama, o presidente Donald Trump declarou recentemente à imprensa que pretende debutar praticamente todos os assuntos pendentes em seu encontro com o líder chinês Xi Jinping. Especialistas no cenário asiático, contudo, apontam que a política alfandegária e as tarifas continuam ocupando o topo absoluto da pauta de negociações para a cúpula.

Analistas do mercado internacional avaliam que Pequim chega à mesa de conversas em posição de relativa vantagem estratégica para o embate diplomático da próxima semana. Do lado norte-americano, a prioridade central continua sendo a obtenção de garantias firmes de que o governo chinês retomará e ampliará a aquisição de produtos agrícolas dos Estados Unidos, com destaque especial para a soja.

Outro ponto de forte atrito que poderá pesar nas tratativas envolve recentes acusações do governo estadunidense contra laboratórios de inteligência artificial da China. A administração dos EUA alega que empresas chinesas têm furtado tecnologias e capacidades de companhias norte-americanas em larga escala industrial, adicionando um componente tecnológico espinhoso à já tensa relação econômica.

Fonte: noticias.uol.com.br

Escrito por

admin