Especialistas do Instituto Butantan e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo alertam para três descuidos cotidianos que costumam atrair escorpiões para o interior das residências. Entre as falhas mais frequentes estão a falta de vedação adequada em entradas, a negligência no controle de insetos — especialmente baratas — e a ausência do hábito de sacudir roupas e calçados antes de vesti-los ou calçá-los.
De acordo com os órgãos de saúde, a incidência desses aracnídeos tende a aumentar entre os meses de setembro e fevereiro nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, período associado ao clima mais quente. Já nas regiões Norte e Nordeste, onde as temperaturas elevadas predominam ao longo de todo o ano, o aparecimento pode ocorrer em qualquer época.
Por possuírem hábitos estritamente noturnos, os escorpiões passam as horas diurnas abrigados em locais escuros e seguros. Por esse motivo, a recomendação é redobrar os cuidados ao anoitecer e evitar o manuseio desprotegido de objetos, toalhas e vestimentas que tenham permanecido acumulados ou parados por longos períodos.
Moradores de apartamentos em andares elevados também não devem ignorar o risco. Conforme o governo paulista, os animais possuem capacidade de escalar superfícies irregulares, além de utilizarem tubulações hidráulicas e dutos de fiação elétrica como vias de acesso para os pavimentos superiores dos edifícios.
Outro ponto crítico destacado pelos especialistas é a presença de baratas, que integram a dieta dos escorpiões e servem como fator de atração para o ambiente doméstico. O uso de inseticidas comuns, água sanitária ou vinagre é desaconselhado, pois tais substâncias não possuem eficácia comprovada para o extermínio e podem fazer com que o animal saia de seu esconderijo, espalhando-se pela casa.
Em caso de acidentes com picadas, a orientação médica consiste em lavar a região afetada com água e sabão, utilizar compressas mornas e buscar atendimento de urgência imediatamente. Práticas caseiras como aplicar gelo, realizar torniquetes, cortar ou tentar sugar o veneno são estritamente proibidas, cabendo exclusivamente à equipe médica avaliar a necessidade da administração do soro antiescorpiônico.
Fonte: noticias.uol.com.br
