O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, tomou a decisão de adiar a data da sessão na qual o plenário da Corte se reuniria para debater o relatório elaborado pela Polícia Federal (PF) a respeito do ministro André Mendonça e de sua atuação como relator de um processo envolvendo o Banco Master.
A reunião ministerial estava inicialmente agendada para ocorrer na próxima semana, especificamente no dia 23 de setembro. No entanto, por meio de um despacho oficial emitido em Brasília, o ministro Edson Fachin optou por não estipular um novo prazo ou data para a realização do debate.
Conforme apurações jornalísticas, a movimentação pelo adiamento já era considerada provável nos bastidores do tribunal. A avaliação predominante entre os assessores e o entorno do presidente da Suprema Corte indicava que o pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino durante a sessão histórica realizada na última terça-feira acabou inviabilizando logisticamente a inclusão do caso de Mendonça na pauta da semana seguinte.
Na referida sessão de terça-feira, os magistrados debateram outro documento produzido pela Polícia Federal, centrado desta vez nas investigações sobre o ministro Alexandre de Moraes. Esse relatório anterior, montado a pedido do próprio André Mendonça, aponta Moraes como suposto interlocutor de Daniel Vorcaro, empresário proprietário do Banco Master e alvo de acusações relacionadas a fraudes financeiras de grande repercussão.
A condução dos processos e a análise dos relatórios policiais têm movimentado intensamente os debates internos na mais alta instância do Judiciário brasileiro. A repercussão em torno das apurações do Banco Master e os desdobramentos sobre a conduta dos ministros envolvidos seguem sob atento monitoramento jurídico e político na capital federal.
Novas diretrizes sobre o calendário de julgamentos do plenário deverão ser divulgadas oportunamente pela presidência do STF, assim que a tramitação processual permitir a retomada das discussões em torno do caso relatado pela corporação policial.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
