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Na reta final da campanha, maioria dos candidatos ao governo de MS gastou mais do que recebeu

Levantamento com base em dados da Justiça Eleitoral mostra que a maioria dos candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul está com saldo negativo nas contas de campanha, sendo o petista Fábio Trad o único no azul.

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Na reta final da campanha, maioria dos candidatos ao governo de MS gastou mais do que recebeu

Na reta final da campanha eleitoral em Mato Grosso do Sul, a maioria dos candidatos ao governo do Estado registrou despesas superiores às receitas arrecadadas até o momento. Segundo dados disponíveis na Justiça Eleitoral, apenas cinco dos oito concorrentes prestaram contas preliminares, enquanto três ainda constam com as informações zeradas no sistema.

O deputado estadual e candidato pelo Novo, João Henrique Catan, apresentou o maior desequilíbrio proporcional entre arrecadação e gastos. O político recebeu R$ 71.468,01, mas acumulou despesas de R$ 195.146,49, o que representa um déficit de 173%. Entre os principais custos da chapa estão serviços advocatícios e contábeis, além de materiais impressos e impulsionamento nas redes sociais.

O governador e candidato à reeleição Eduardo Riedel (PP) registrou o segundo maior volume de gastos, somando R$ 4,33 milhões, o dobro dos R$ 2,15 milhões arrecadados. A campanha progressista direcionou grande parte dos recursos para o impulsionamento de conteúdo digital, serviços jurídicos e o pagamento de centenas de cabos eleitorais espalhados pelo Estado.

Outro nome na disputa, o ex-senador Delcídio Amaral (PRD) também fechou o período com saldo negativo. O candidato arrecadou R$ 101.150,00 e gastou R$ 171.153,00, destinando mais da metade de suas despesas para serviços técnicos, contábeis e assessoria jurídica, além de despesas com pessoal e impulsionamento digital.

Em contrapartida, o candidato do PT, Fábio Trad, destaca-se como o único concorrente ao Palácioimizado com as contas no azul. O petista arrecadou quase R$ 3,75 milhões, majoritariamente oriundos do fundo partidário da legenda, e gastou cerca de 84% desse montante, restando um saldo positivo para a reta final de aproximadamente R$ 599 mil.

Entre os demais concorrentes que prestaram contas, Lucien Rezende (PSOL) declarou apenas a receita recebida por meio do fundo partidário de sua sigla, totalizando R$ 90 mil. Na outra ponta, os candidatos Daniel Lemes (PCO), Jeferson Bezerra (Agir) e Renato Gomes (DC) não haviam apresentado nenhuma prestação de contas à Justiça Eleitoral até o momento da consulta oficial.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano