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PF apura suspeita de desvio de R$ 2,5 milhões em contratos públicos no Pará durante o período eleitoral

A Polícia Federal realizou prisões em flagrante e apreendeu vultosa quantia em espécie no Pará após investigações apontarem irregularidades em repasses estaduais.

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PF apura suspeita de desvio de R$ 2,5 milhões em contratos públicos no Pará durante o período eleitoral

A Polícia Federal deflagrou uma investigação para apurar a suspeita de desvio de cerca de R$ 2,5 milhões em contratos firmados no estado do Pará. A operação policial ganhou forte repercussão em meio ao período eleitoral, envolvendo candidatos a cargos legislativos e empresas fornecedoras do poder público.

As diligências tiveram início após o recebimento de uma denúncia anônima que alertava sobre a realização de um saque vultoso em espécie. A mesma fonte informou posteriormente que os valores seriam retirados de uma agência do Banpará localizada em Belém, detalhando inclusive que a operação contaria com a presença de agentes de segurança para o transporte do numerário.

Diante das informações recebidas, a corporação realizou averiguações nos cadastros bancários e confirmou que os investigados mantinham chaves Pix ativas na agência apontada pela denúncia. A partir desses elementos, a autoridade policial determinou o monitoramento discreto da área e dos alvos da investigação.

Durante a ação, dois funcionários ligados aos empresários investigados foram presos em flagrante. A fundamentação jurídica destacou que a prática de lavagem de dinheiro, na modalidade de ocultação, configura crime permanente, legitimando a prisão em flagrante enquanto os recursos estiverem sob ocultação.

As apurações apontam que uma das empresas envolvidas recebeu cifras milionárias dos cofres estaduais desde o ano de 2024, incluindo um pagamento recente repassado pela Secretaria de Educação pouco antes da movimentação suspeita sob escrutínio policial. Registros de órgãos de controle também indicam contratos de longo prazo com outras firmas ligadas ao núcleo familiar investigado.

Os órgãos de imprensa tentaram contato com os candidatos, empresários e seus respectivos representantes jurídicos para obter posicionamento sobre as denúncias, mas não obtiveram retorno até o fechamento desta edição. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações das defesas.

Fonte: noticias.uol.com.br

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