O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou oposição veementes à possível integração do Canadá como o primeiro membro associado da União Europeia. O líder norte-americano ameaçou aplicar sanções tarifárias severas ou até mesmo interromper o comércio com o bloco europeu em múltiplos setores caso a iniciativa avance.
Em declarações públicas, Trump classificou a proposta de aproximação como ridícula e afirmou que interpretará o ato como uma ação hostil. Ele destacou que, dependendo da intenção da Europa na condução do processo, o governo dos Estados Unidos responderá com forte taxação comercial.
A controvérsia teve início após a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, formalizar o convite durante seu discurso anual sobre o Estado da União. Von der Leyen defendeu que a medida visa ao fortalecimento mútuo e à busca por resiliência diante de um cenário global desafiador.
Horas após o anúncio e as reações de Washington, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, discursou perante o Parlamento Europeu e celebrou a perspectiva de união mais estreita. Segundo o premiê do Canadá, a cooperação busca blindar mercados abertos e preservar a soberania e a democracia, sem intenção de rivalizar com outras potências.
Diante da repercussão, autoridades europeias saíram em defesa da autonomia do bloco. O ministro francês Benjamin Haddad afirmou categoricamente que os Estados Unidos não possuem poder de veto sobre as escolhas geopolíticas e estratégicas da União Europeia, reiterando o interesse de aprofundar as relações bilaterais com o Canadá.
Tanto a economia europeia quanto a canadense vêm lidando com pressões comerciais crescentes impostas pela administração de Donald Trump, além da concorrência de potências como a China. Nesse contexto, o Canadá busca ampliar parcerias estratégicas com a UE em áreas fundamentais como minerais críticos, defesa, inteligência artificial e segurança energética.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
