A recente decisão emitida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo que determinou a prisão do ex-presidente da Câmara Municipal da capital paulista, Milton Leite, aponta indícios de que o político teria ligações diretas com o setor de transportes públicos da cidade.
De acordo com os documentos judiciais decorrentes das investigações em curso, testemunhas e depoimentos prestados por policiais militares indicam que o ex-parlamentar seria o verdadeiro proprietário de fato da Transwolf, uma das empresas de ônibus investigadas por supostos vínculos com a facção criminosa PCC.
O despacho oficial, assinado pelo desembargador Sérgio Ribas, ressalta que os elementos reunidos até o presente momento processual fundamentam-se em uma análise preliminar, mas evidenciam conexões estreitas entre os alvos da operação e indivíduos apontados como colaboradores da estrutura criminosa.
Em sua defesa pública, Milton Leite negou categoricamente todas as acusações formalizadas contra a sua pessoa, bem como qualquer tipo de associação com a organização criminosa, tendo manifestado a intenção de se apresentar voluntariamente às autoridades policiais dentro do prazo estabelecido.
As investigações conduzidas revelam um panorama amplo de infiltração nos serviços de transporte coletivo da capital, com suspeitas de que o grupo criminoso utilize empresas interpostas e laranjas para gerenciar contratos, direcionar licitações e movimentar recursos financeiros obtidos ilegalmente.
Além da ordem de detenção temporária pelo período de trinta dias aplicada a múltiplos suspeitos, as medidas cautelares autorizadas pela Justiça compreendem a realização de buscas e apreensões em diversos endereços, bem como a extração de dados de equipamentos eletrônicos recolhidos durante as diligências.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
