Uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha revelou que 78% da população brasileira declara ter mais orgulho do que vergonha de sua nacionalidade. Em contrapartida, o levantamento aponta que 20% dos entrevistados sentem mais vergonha do que orgulho, enquanto as demais respostas somaram 1% e 2% não souberam precisar sua posição sobre o tema.
O estudo foi conduzido por meio de 2.001 entrevistas presenciais aplicadas em 125 municípios brasileiros entre os dias 15 e 17 de setembro. A margem de erro estimada para os resultados é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O registro oficial da pesquisa na Justiça Eleitoral está sob o código BR-04029/2026, tendo sido encomendada em conjunto pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo.
Além da relação com a pátria, a pesquisa buscou mensurar o panorama emocional dos cidadãos em relação ao momento atual do país. Os respondentes foram convidados a avaliar duplas de sentimentos dicotômicos. No quesito tranquilidade e raiva, 53% disseram sentir-se tranquilos, ao passo que 43% afirmaram vivenciar sentimentos de raiva, com 4% sem opinião formada.
Por outro lado, o levantamento indicou um predomínio do desânimo: 53% dos participantes declararam estar mais desanimados com o país, contra 45% que se disseram animados. Quando questionados a respeito do futuro, o cenário de apreensão também se fez presente, com 53% relatando temor, enquanto 45% demonstraram confiança nos próximos anos.
No aspecto da segurança pública e bem-estar individual, a percepção de vulnerabilidade mostrou-se expressiva. Cerca de 64% dos entrevistados afirmaram se sentir inseguros ao pensar no Brasil contemporâneo, enquanto apenas 34% declararam sentir segurança. Além disso, 51% disseram sentir tristeza, superando os 45% que afirmaram estar felizes.
Apesar dos índices de preocupação e insegurança, a proporção daqueles que mantêm uma perspectiva otimista ainda se sobressaiu em outro indicador: 55% dos entrevistados afirmaram ter mais esperança do que medo em relação aos rumos do país, frente a 44% que revelaram ter mais medo do que esperança.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
