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Entenda o que se sabe sobre a Operação Vectura Corrupta e o envolvimento de Milton Leite

Ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo investiga a infiltração do PCC no sistema de transporte público e aponta mandado de prisão contra o ex-vereador Milton Leite.

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Entenda o que se sabe sobre a Operação Vectura Corrupta e o envolvimento de Milton Leite

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram nesta quinta-feira (17) a Operação Vectura Corrupta, com o objetivo de desarticular a infiltração da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no sistema de transporte coletivo de ônibus da capital paulista. Entre as principais decisões do inquérito está a expedição de mandado de prisão contra o ex-vereador Milton Leite (União Brasil), fundamentada em menções ao seu nome feitas por terceiros nas investigações.

A operação cumpre mandados expedidos pela 8ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP e pela Vara Estadual de Garantias de Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Direitos. Os investigadores apuram indícios de que empresas de ônibus passaram a ser administradas por membros da facção após licitações, além de investigarem crimes de lavagem de dinheiro, corrupção de servidores públicos, propinas para contratações emergenciais e o financiamento de campanhas políticas.

Entre as empresas citadas no inquérito estão a Transwolff — apontada como utilizada para lavar dinheiro do PCC e onde Milton Leite é apontado pela Justiça como o “dono de fato” —, a A2 Transportes e a Translider, de Cubatão. O relatório da Promotoria indica que pelo menos 12 viações de ônibus na cidade de São Paulo seriam controladas direta ou indiretamente pela facção, com foco de atuação nas linhas locais e de distribuição nos bairros.

O ex-vereador Milton Leite negou veementemente qualquer ligação com o PCC ou a propriedade da Transwolff, alegando que sua relação com o setor foi puramente institucional e a pedido do falecido prefeito Bruno Covas. Leite afirmou ainda que não estava foragido e que se entregaria às autoridades voluntariamente em até 24 horas.

A investigação também resultou na prisão temporária de Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans e ex-secretário municipal de Mobilidade, devido a encontros periódicos mantidos com suspeitos de integrarem o esquema da facção. Além disso, a perícia em celulares apreendidos revelou diálogos sobre a chamada “Sintonia dos Gravatas”, estratégias jurídicas e negociações relativas a tráfico de armas e drogas.

Em resposta aos desdobramentos, a Prefeitura de São Paulo ingressou no processo como assistente de acusação, e o prefeito Ricardo Nunes determinou a criação de um grupo de trabalho para analisar a intervenção municipal na A2 Transportes, seguindo o modelo aplicado anteriormente nos casos da Transwolff e da UPBus.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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