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Centro cultural Pivô, localizado no Copan, arrecada R$ 2,3 milhões em leilão beneficente

A 15ª edição do tradicional leilão beneficente do Pivô comercializou 78 obras de arte e superou em cerca de R$ 200 mil o valor arrecadado no ano anterior.

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Centro cultural Pivô, localizado no Copan, arrecada R$ 2,3 milhões em leilão beneficente

O tradicional leilão beneficente promovido pelo Pivô, centro cultural situado no térreo do icônico edifício Copan, na capital paulista, alcançou a marca de R$ 2,34 milhões em arrecadação nesta edição. O montante foi obtido com a venda de 78 obras, de um total de 128 peças disponibilizadas desde o início das negociações, realizadas no final do mês passado.

Entre os destaques do pregão, três artistas concentraram o maior interesse do público, registrando 34 lances cada um em suas respectivas obras. O item mais valioso arrematado foi uma aquarela de Marina Perez Simão, cujo lance inicial partiu de R$ 89,1 mil e culminou no valor final de R$ 156,1 mil. A artista vive um momento de forte valorização no mercado internacional, impulsionada por sua representação pela galeria Pace.

A força comercial de Marina Perez Simão no evento também se refletiu na segunda obra mais cara da noite, outra aquarela comercializada por R$ 140,1 mil. O sucesso do leilão consolida o papel do centro cultural no fomento à arte contemporânea e na garantia de recursos essenciais para a sustentabilidade de suas exposições.

Outras criações bastante disputadas foram as de Antonio Társis, artista presente na última edição da Bienal de São Paulo, cuja obra subiu de R$ 36,3 mil para R$ 63,3 mil, e de Pedro Neves, que viu seu trabalho saltar de R$ 14 mil para R$ 33 mil. A terceira peça mais cara a encontrar um comprador foi fruto de uma colaboração entre Gokula Stoffel e Paulo Monteiro, arrematada por R$ 92 mil.

No balanço geral, o leilão rendeu cerca de R$ 200 mil a mais para a instituição em comparação ao resultado obtido no ano passado. A verba arrecadada será integralmente destinada à manutenção das mostras e das atividades regulares da casa, fortalecendo sua programação cultural.

Além de suas operações tradicionais na capital paulista, o Pivô mantém um segundo polo cultural em Salvador, que atua como residência artística, e atualmente comanda o restauro de construções históricas projetadas por Lina Bo Bardi na ladeira da Misericórdia, ampliando sua relevância no cenário artístico nacional.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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