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Dólar abre em queda com recuo do petróleo e cenário eleitoral no radar

O dólar abriu em baixa nesta segunda-feira (21), influenciado pela retração nos preços internacionais do petróleo e pelas expectativas em torno do cenário eleitoral e das contas públicas.

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Dólar abre em queda com recuo do petróleo e cenário eleitoral no radar

O dólar abriu em queda na manhã desta segunda-feira (21), acompanhando o movimento de baixa registrado pelos preços do petróleo no mercado internacional. O recuo nas cotações da commodity ajuda a arrefecer os temores globais em relação à inflação e a potenciais elevações de taxas de juros, estimulando o apetite dos investidores por ativos de mercados emergentes, como o Brasil.

Por volta das 9h30, a moeda norte-americana apresentava recuo de 0,53%, sendo cotada a R$ 5,117. Especialistas apontam que a trajetória do petróleo continua exercendo forte influência sobre o humor dos mercados, visto que patamares elevados da commodity tendem a pressionar a inflação e limitar a flexibilização monetária pelos bancos centrais.

No cenário internacional, o barril de Brent com vencimento em novembro operava em baixa de 2,42%, negociado a US$ 101,36 nas primeiras horas da manhã. O movimento reflete expectativas de analistas quanto a uma possível trégua nos conflitos no Oriente Médio e à normalização do tráfego pelo estratégico estreito de Hormuz.

Paralelamente, o cenário eleitoral doméstico segue monitorado de perto pelos investidores. Pesquisas recentes divulgadas no início da semana mantêm o foco do mercado sobre a corrida presidencial, cujos números influenciam a volatilidade dos ativos locais e o comportamento do câmbio na B3.

Além da conjuntura política, as contas públicas ganharam destaque após o recente anúncio de reajuste do programa Bolsa Família pelo governo federal. Analistas apontam que a questão fiscal reassumiu protagonismo nos debates econômicos, com o mercado avaliando o impacto financeiro das medidas nas contas públicas para os próximos anos.

Apesar da volatilidade externa e dos desdobramentos em torno dos juros nos Estados Unidos e no Japão, o câmbio brasileiro reflete no início deste pregão a combinação de alívio nas pressões inflacionárias importadas e a reprecificação de riscos políticos internos.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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