Um forte temporal que atingiu o município de Apucarana, no Paraná, na noite desta segunda-feira (21), provocou falhas técnicas nos sistemas de comunicação dos órgãos de salvamento e atendimento médico. A situação exigiu a adoção imediata de linhas telefônicas alternativas para garantir a assistência à população afetada pelas intempéries.
De acordo com os órgãos oficiais, o número de emergência 192 do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ficou temporariamente inoperante. Para contornar o problema e assegurar o socorro médico de urgência, foi disponibilizado o contato de celular (43) 99967-0317. Já para acionar o Corpo de Bombeiros, a população deve utilizar provisoriamente o número fixo (43) 3202-5624.
Além das mudanças nos canais de atendimento, a corporação informou que a distribuição de lonas para os moradores que sofreram com destelhamentos não será efetuada por solicitação à distância. O material de proteção está sendo fornecido exclusivamente de maneira presencial, diretamente no quartel dos Bombeiros e na base da Guarda Municipal.
A pane nos sistemas de comunicação decorre de uma tempestade extrema que transformou a paisagem urbana em poucos minutos. O coordenador da Defesa Civil municipal, Rodrigo Leme, destacou que a demanda por socorro é intensa desde o início da noite, com dezenas de residências desabastecidas de energia elétrica e ocorrências de destelhamento espalhadas por quase todas as regiões da cidade, enquanto as equipes seguem em campo avaliando a extensão total dos prejuízos.
Dados técnicos divulgados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) ilustram a intensidade do fenômeno. Às 19h, os ventos alcançavam 103,7 km/h, saltando para uma rajada máxima de 124,9 km/h apenas quinze minutos mais tarde. No mesmo intervalo, a cidade acumulou 17,8 milímetros de chuva, dentro de um total de 23,4 milímetros registrados durante todo o evento climático, demonstrando a violência e a concentração da precipitação aliada ao vendaval.
Os estragos abrangeram tanto o centro quanto bairros periféricos. Houve danos estruturais em locais emblemáticos como a Catedral Basílica Menor Nossa Senhora de Lourdes, o Shopping Centronorte e o muro do Colégio Estadual Nilo Cairo. Vias importantes, a exemplo da Avenida Curitiba, Avenida Brasil e a Praça do 28, sofreram com quedas de árvores, bloqueios no trânsito e interrupção no fornecimento de energia, enquanto na Vila Reis a força do vento chegou a arrancar o portão de uma empresa local.
Fonte: tnonline.uol.com.br
