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TST julga nesta segunda-feira greve nacional dos Correios após impasse em negociações

Tribunal Superior do Trabalho avalia dissídio coletivo da categoria nesta segunda-feira; principal ponto de divergência é a alteração no plano de saúde.

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TST julga nesta segunda-feira greve nacional dos Correios após impasse em negociações

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) realiza nesta segunda-feira, a partir das 13h30, o julgamento do dissídio coletivo referente à greve nacional dos trabalhadores dos Correios, que teve início no dia 10 de setembro. A direção da estatal recorreu à Justiça logo após o começo da paralisação, exigindo que o movimento fosse declarado abusivo e que os serviços essenciais fossem mantidos para evitar maiores transtornos logísticos.

Mesmo com a determinação judicial liminar exigindo a manutenção de 80% do efetivo em cada unidade da empresa, diversos consumidores e pequenos empreendedores relatam atrasos significativos na entrega de encomendas, além de falhas nas atualizações de rastreamento e dificuldades no reembolso de fretes. A insatisfação reflete o impacto da paralisação no fluxo de correspondências e mercadorias em todo o país.

De acordo com representantes sindicais, as entidades de classe mantiveram a disposição para o diálogo, mas apontam que a gestão dos Correios optou pela via da judicialização de forma imediata. Um pedido formal de retomada das conversas chegou a ser protocolado pelos trabalhadores, que criticam a falta de flexibilidade da empresa diante das reivindicações apresentadas durante as rodadas de negociação.

Por sua vez, a direção da estatal sustenta que as agências continuam abertas e operando por meio de um plano de contingência. A estratégia envolveu a mobilização de servidores de áreas administrativas para dar suporte às atividades operacionais e realizar mutirões de entrega, na tentativa de mitigar os prejuízos aos clientes e preservar a circulação de mercadorias.

O principal ponto de conflito entre as partes envolve a reestruturação do plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. Enquanto a categoria defende a preservação do modelo atual, onde a empresa assume o papel de mantenedora e absorve os riscos operacionais e financeiros, a proposta da estatal visa transformá-la apenas em patrocinadora, alterando o custeio e provocando reajustes nos descontos salariais.

A disputa jurídica em torno do benefício médico não é inédita, tendo sido pauta de embates judiciais no final de 2025. Na ocasião, o TST garantiu a manutenção dos direitos dos trabalhadores, mas a direção dos Correios recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu provisoriamente algumas cláusulas do acordo coletivo por meio de liminar. Paralelamente ao julgamento no TST, o STF iniciou a análise de mérito sobre essas regras.

A paralisação dos carteiros e demais funcionários ocorre em um cenário de forte aperto financeiro para a empresa postal, que reportou um prejuízo bilionário no segundo trimestre e busca novos empréstimos com o apoio de garantias do Tesouro Nacional. Para tentar reequilibrar as contas, a companhia também reabriu um Plano de Demissão Voluntária voltado a unidades incluídas em seu programa de reestruturação.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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