O Ministério Público do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta terça-feira, a Operação Ícaro com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas. A investigação aponta que o grupo movimentou cerca de R$ 70 milhões no transporte de entorpecentes entre os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro para abastecer o Comando Vermelho.
As ordens de prisão e busca foram expedidas pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa. Para a execução das diligências, o Ministério Público conta com o apoio estratégico da Polícia Civil do Rio de Janeiro, além das corporações policiais dos estados de São Paulo e de Alagoas.
A operação também mobiliza a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. A integração entre as forças de segurança busca cumprir os mandados expedidos contra os alvos apontados nas investigações do órgão ministerial.
A denúncia apresentada pelo MP destaca duas grandes apreensões que revelaram o modus operandi do esquema de transporte interestadual. Em fevereiro de 2024, autoridades interceptaram 715 kg de cocaína e maconha no município paulista de Guarulhos. Meses depois, em maio do mesmo ano, outros 73 kg de cocaína foram apreendidos em Seropédica, no território fluminense.
De acordo com as autoridades, um indivíduo conhecido pelo apelido de “Boss”, preso na véspera da operação, era o principal comandante da estrutura logística de fornecimento de entorpecentes. A peça acusatória também aponta o envolvimento de agentes da segurança pública no esquema criminoso.
Os policiais militares Claudio Tavares da Silveira e Diego Portella Batista são acusados de fornecer apoio armado à organização, além de atuarem diretamente na distribuição das substâncias ilícitas e no recolhimento de valores financeiros obtidos com o tráfico.
Por fim, a denúncia detalha a utilização de pessoas físicas para ocultar o patrimônio da facção. Os suspeitos Alsuece Alves de Assis, apelidada de “Sussu”, e Simone Alexandrino são apontados como laranjas, tendo seus nomes utilizados no registro de empresas e em movimentações financeiras ilícitas.
Fonte: noticias.uol.com.br
