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Sob El Niño, primavera deve ter calor, seca e tempestades severas

A chegada da primavera ao Hemisfério Sul é marcada pela influência do fenômeno El Niño, que promete intensificar o calor, provocar seca em algumas regiões e desencadear temporais severos em outras áreas do país.

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Sob El Niño, primavera deve ter calor, seca e tempestades severas

A chegada da primavera ao Hemisfério Sul nesta terça-feira, às 21h05, traz consigo um cenário de preocupação para o Brasil, marcado por previsões de temperaturas elevadas e o surgimento veloz de tempestades severas em diversas partes do território nacional.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a presença marcante do fenômeno El Niño terá o papel de intensificar o período de estiagem nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Em contrapartida, nos estados do Sudeste e do Sul, a projeção técnica indica que o mesmo fator climático atuará agravando os índices de chuvas excessivas.

O meteorologista do Inmet, Mozar de Araújo Salvador, ressalta que o El Niño possui forte capacidade de modular as condições do clima brasileiro neste período, com impactos pronunciados sobretudo no Sul, Norte e Nordeste. Segundo estimativas do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA), há mais de 90% de probabilidade de que o fenômeno alcance uma categoria muito forte, apresentando ainda 75% de chances de se consolidar como o evento mais intenso registrado desde o ano de 1950.

Como reflexo direto dessa conjuntura, o especialista aponta que a estação apresentará características bastante distintas de anos anteriores. Os termômetros devem registrar marcas acima da média histórica em praticamente todo o país, variando conforme as particularidades de cada região.

No que tange ao regime de precipitações, o fluxo de umidade originado na Amazônia ganhará força, direcionando chuvas volumosas para o centro-sul da Região Norte, além do Centro-Oeste e do Sudeste. Na Região Sul, o cenário inclui a formação de Complexos Convectivos de Mesoescala, que consistem em aglomerados circulares de tempestades capazes de elevar significativamente os volumes de chuva acima da média esperada, padrão que também poderá abranger áreas de São Paulo e de Mato Grosso do Sul.

Em sentido oposto, o norte do Nordeste — com destaque para o norte do Piauí e o noroeste do Ceará — enfrentará volumes pluviométricos reduzidos, assim como o centro-norte de Mato Grosso e o norte de Goiás, consolidando um quadro de irregularidade e déficit de chuvas nessas localidades.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano