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Tratamento oral contra câncer de mama avançado é aprovado no Brasil

A Anvisa aprovou o registro do medicamento oral Etcamah para adultos com câncer de mama avançado ou metastático associado a mutação genética.

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Tratamento oral contra câncer de mama avançado é aprovado no Brasil

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou na segunda-feira o registro do Etcamah, um medicamento oral indicado para adultos que enfrentam um tipo específico de câncer de mama localmente avançado ou metastático. O princípio ativo do remédio, denominado camizestranto, é recomendado especificamente para os casos em que ocorre o surgimento de uma mutação no gene ESR1 durante o tratamento hormonal prévio.

A nova terapia é voltada para pacientes cujos tumores são positivos para receptor de estrogênio e negativos para HER2. Para receber a indicação, é necessário que o paciente tenha desenvolvido a mutação durante um período mínimo de seis meses de tratamento de primeira linha com terapia endócrina combinada a um inibidor de CDK4/6, sem apresentar sinais clínicos ou radiológicos de avanço da doença.

O grande diferencial da nova abordagem terapêutica reside na precocidade da mudança de tratamento. A mutação no gene ESR1 pode ser identificada diretamente por meio de exames de sangue, antes mesmo que o crescimento do tumor se torne visível em exames tradicionais de imagem. O camizestranto atua bloqueando e degradando os receptores de estrogênio das células cancerígenas, cortando os estímulos que alimentam o crescimento do tumor.

A aprovação do fármaco foi fundamentada nos resultados do estudo Serena-6. Na análise que embasou o aval regulatório, a combinação do novo princípio ativo reduziu em 56% o risco de progressão da doença ou morte, em comparação com a manutenção do tratamento anterior. Com isso, o período mediano em que o paciente permaneceu sem avanço do câncer saltou de 9,2 para 16 meses.

Internacionalmente, o tratamento também avançou em setembro, quando a FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, concedeu aprovação acelerada ao medicamento em associação com inibidores de CDK4/6 para o mesmo perfil de pacientes. No entanto, no território brasileiro, o valor comercial do produto ainda precisa passar pelo crivo da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) para a definição do teto de preço.

Vale ressaltar que a autorização de registro concedida pela agência reguladora não implica na incorporação automática do tratamento à rede pública pelo SUS. Dados oficiais mencionados pela Anvisa apontam que o Brasil estimou mais de 73 mil novos casos anuais de câncer de mama no triênio entre 2023 e 2025, sendo a neoplasia responsável por cerca de 30% dos diagnósticos oncológicos em mulheres no país.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano