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Consórcio culpa Prefeitura por crise e usa relatório para cobrar revisão

Consórcio Guaicurus afirma que relatório preliminar da intervenção confirma problemas financeiros e cobra revisão do contrato e repasses municipais.

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Consórcio culpa Prefeitura por crise e usa relatório para cobrar revisão

O Consórcio Guaicurus afirmou nesta quarta-feira (23) que o relatório preliminar da intervenção no transporte coletivo de Campo Grande confirma os problemas financeiros que as empresas dizem denunciar há anos. Em nota oficial, o grupo atribuiu a crise à falta de revisões tarifárias e aos atrasos nos repasses da Prefeitura de Campo Grande.

As concessionárias defenderam a reestruturação do contrato de concessão e criticaram a divulgação do documento sem a oportunidade prévia de manifestação. A principal justificativa apresentada pelo grupo é o reconhecimento, por parte dos interventores, de que a receita gerada pelas passagens não cobria os gastos cotidianos da operação.

O documento descreve um déficit operacional crônico e destaca que as próprias empresas consorciadas precisaram colocar recursos financeiros para manter o serviço funcionando. Segundo o Consórcio, esse cenário foi provocado pela ausência das revisões tarifárias de 2019 e 2026, além do pagamento incompleto ou em atraso do subsídio municipal.

O grupo também apontou que a prefeitura nunca cumpriu integralmente o termo aditivo de 2022, que estabelecia uma remuneração ao sistema distinta do valor pago pelo usuário. Com base nesse diagnóstico, as empresas citam a recomendação de uma reestruturação substancial do Contrato de Concessão nº 330/2012 para defender mudanças no custeio.

Por outro lado, o relatório dos primeiros 90 dias da intervenção, entregue à Prefeitura e à Câmara Municipal na terça-feira (22), também identificou problemas internos de planejamento e controle na administração das empresas. O diagnóstico aponta falhas na manutenção, ônibus envelhecidos, viagens não realizadas e despesas desnecessárias.

Entre as falhas apontadas pelos interventores está a compra de diesel por meio de intermediários, gerando um custo cerca de R$ 0,50 mais caro por litro do que a aquisição direta nas distribuidoras, o que representava um desperdício superior a R$ 400 mil mensais. A prefeita Adriane Lopes declarou que as responsabilidades pelas falhas serão apuradas enquanto a avaliação sobre o futuro da concessão continua.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano