O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotará novas exigências para os institutos de pesquisa responsáveis pelos levantamentos referentes ao segundo turno das eleições de 2026. A previsão é de que um comunicado oficial seja enviado às empresas nos próximos dias pelo presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques.
Com a nova diretriz, as companhias deverão declarar dados muito mais aprofundados acerca de suas metodologias. A informação inicial foi veiculada pela CNN Brasil e posteriormente confirmada por veículos de imprensa, embora os pormenores completos ainda não tenham sido integralmente detalhados pelo tribunal.
Desde julho, o ministro vinha debatendo modificações nas normativas aplicadas às empresas de sondagem eleitoral. Entre as ideias debatidas pelo magistrado, chegou a ser aventada a criação de um selo de acurácia com o objetivo de premiar aqueles institutos que apresentassem os resultados mais precisos em relação ao pleito, mas a iniciativa acabou abandonada após ampla repercussão e críticas.
O foco de Kassio Nunes Marques sobre a atuação dos institutos ganhou força após o magistrado impor a censura a um levantamento da Atlas/Bloomberg. A pesquisa em questão apontava uma oscilação de baixa na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Indicado ao Supremo Tribunal Federal por Jair Bolsonaro, pai do senador, o presidente do TSE atendeu a um pleito da pré-campanha de Flávio e suspendeu monocraticamente a divulgação dos dados. A defesa argumentou que o questionário utilizado teria sido estruturado com o intuito de induzir o eleitor a uma percepção negativa sobre o parlamentar, na sequência de revelações sobre trocas de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro.
A controvérsia em torno da suspensão gerou intensos debates jurídicos e políticos, culminando nas discussões sobre o controle e a transparência das metodologias aplicadas nas pesquisas eleitorais que agora resultam na nova exigência do TSE para a reta decisiva do pleito.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
