O Banco Central reduziu de 2% para 1,8% a sua estimativa oficial para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano. O dado foi divulgado por meio do Relatório de Política Monetária do terceiro trimestre, apontando uma desaceleração na economia em comparação com o desempenho verificado no ano anterior.
Em 2025, de acordo com as estatísticas oficiais divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB nacional havia registrado um crescimento de 2,3%. O indicador serve como a principal ferramenta para mensurar o desempenho produtivo e a soma de todos os bens e serviços gerados no país.
Segundo a instituição financeira máxima do país, a nova projeção para baixo incorpora os indicadores iniciais referentes ao terceiro trimestre. Os dados sugerem um ritmo de atividade mais fraco do que o inicialmente projetado, além de refletir uma composição considerada menos favorável na expansão econômica observada durante o segundo trimestre.
Apesar de o resultado agregado do PIB ter superado ligeiramente as expectativas anteriores, o Banco Central pontuou que as surpresas positivas concentraram-se em setores menos sensíveis ao ciclo econômico, com destaque para a agropecuária e para a indústria extrativa. Em contrapartida, os segmentos mais cíclicos da oferta e o consumo das famílias apresentaram desempenho aquém do esperado.
Olhando para o horizonte de 2027, que marcará o primeiro ano de um novo mandato presidencial, a autoridade monetária projeta uma nova desaceleração no ritmo de crescimento do país. A previsão atual aponta para uma alta de 1,4% no PIB, sustentada pela expectativa de uma expansão moderada tanto nos componentes da oferta quanto na demanda.
O documento do Banco Central destaca que a projeção para o próximo período leva em conta a manutenção da política monetária em patamar contracionista, a baixa ociosidade dos fatores produtivos, um cenário internacional ainda cercado de incertezas e a redução dos impulsos fiscais e creditícios. Além disso, a instituição prevê uma contribuição mais contida por parte da agropecuária e da indústria extrativa.
Fonte: g1.globo.com
