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Mensagens revelam que Vorcaro repassou valores a irmão de outro funcionário do Banco Central

Novas mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro indicam que o Banco Master efetuou pagamentos à empresa de um irmão de um dirigente do Banco Central no ano de 2025.

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Mensagens revelam que Vorcaro repassou valores a irmão de outro funcionário do Banco Central

Novas mensagens extraídas do telefone celular de Daniel Vorcaro indicam que o Banco Master realizou repasses financeiros ao irmão de mais um funcionário do Banco Central no decorrer de 2025. O material comprova a proximidade de transações executadas pela instituição financeira em meio a tratativas regulatórias.

Em mensagem encaminhada a Vorcaro no dia 6 de agosto de 2025, o então assessor jurídico do banco, Luiz Rennó, apresentou uma relação contendo nomes e quantias monetárias que precisavam ser quitadas pela instituição. Entre os registros, sobressaía a LR Consultoria, estipulada para receber o montante de R$ 120 mil.

A empresa pertence a Leonardo Eyer Harris, irmão de Ricardo Eyer Harris, que atua como chefe de gabinete do diretor de regulação do sistema financeiro do Banco Central, Gilneu Francisco Astolfi Vivan. Dados obtidos através da Receita Federal demonstram que a firma faturou um total de R$ 720 mil do banco no ano passado.

Questionado sobre o caso, Leonardo Eyer Harris declarou que a consultoria foi contratada para prestar serviços na área de mineração por um período de cerca de seis meses, entre março e setembro de 2025, negando qualquer relação com as funções exercidas pelo seu irmão na autarquia federal.

Por sua vez, Ricardo informou que comunicou a alta administração do Banco Central a respeito do contrato firmado por seu familiar, negando envolvimento direto ou indireto em decisões voltadas ao Banco Master. O Banco Central preferiu não emitir manifestações adicionais sobre o episódio.

O cenário aprofunda as investigações em torno da atuação de servidores do Banco Central vinculados ao caso Master, que culminou na liquidação da instituição financeira no final do ano passado, após o veto da autoridade monetária à tentativa de venda do banco ao BRB.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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