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China monitora Malha Oeste há dez anos, mas não avança em proposta para leilão

Mesmo após reuniões do governo federal na China, a Malha Oeste segue sem atrair propostas concretas de investidores asiáticos, com leilão adiado para 2027.

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China monitora Malha Oeste há dez anos, mas não avança em proposta para leilão

Mesmo após uma nova rodada de reuniões do governo federal na China, a Malha Oeste segue sem atrair o apetite de investidores chineses para uma negociação concreta sobre a concessão, segundo fonte reservada da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) ouvida pelo Campo Grande News.

Até agora, J&F e as concessionárias Rumo, MRS e FCA (Ferrovia Centro-Atlântica S.A.) são as empresas que demonstram maior interesse em investir na ferrovia, sustenta a fonte. Com o leilão adiado para 2027, a Malha Oeste está em processo de deterioração após 30 anos de concessão à Rumo, encerrada em junho deste ano.

Apesar da expectativa do governo federal de atrair capital chinês, o interesse do país asiático na ferrovia continua genérico, e nenhuma empresa chinesa procurou a agência para aprofundar as tratativas após o road show realizado em junho, na China. Conforme a fonte da ANTT, há cerca de dez anos os chineses estão monitorando o projeto, mas sem sinalizar propostas concretas.

O plano de outorga da ferrovia que liga Corumbá (MS) a Mairinque (SP), aprovado em junho pelo Ministério dos Transportes, está em análise no TCU (Tribunal de Contas da União). A agência reforça que o cronograma do certame depende da conclusão dessa análise e das etapas posteriores, com perspectiva de realizar o leilão em 2027.

O governo federal e a Rumo não estão se entendendo, e o período de transição de 180 dias não deverá ser prorrogado. Diante disso, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) abriu edital para contratar uma empresa que execute serviços de manutenção, conservação e vigilância da ferrovia por até 36 meses, com valor de até R$ 212,55 milhões.

A atuação da Rumo na operação da Malha Oeste é marcada por multas e irregularidades apontadas pela ANTT e pelo TCU, além de uma ação popular em andamento que cobra compensações de R$ 3,6 bilhões da concessionária sob a alegação de abandono e deterioração da infraestrutura ferroviária.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano