O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante ato de campanha realizado nesta quinta-feira (24) em São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro, que não cabe a representação de milicianos dentro do Palácio do Planalto. O chefe do Executivo esteve acompanhado do candidato ao governo do estado Eduardo Paes (PSD) durante o evento político.
Em seu discurso para apoiadores, o petista ressaltou a importância do pleito marcado para o início de outubro. ‘Eu queria dizer primeiro pra vocês que da mesma forma que o Brasil não cabe no quintal de ninguém, no Palácio do Planalto não cabe a representação de miliciano lá dentro. É importante ter claro o que está em jogo no dia 4 de outubro’, declarou o presidente.
O início da fala de Lula no Rio de Janeiro retomou uma declaração sobre soberania nacional feita por ele na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), ocorrida na última terça-feira. Na ocasião em Nova York, o presidente pontuou que o Brasil ‘não cabe no quintal de ninguém’, fazendo alusão a investidas do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, que incluem sanções econômicas e a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas internacionais.
Sem citar nomes diretamente ao longo da fala na Região Metropolitana fluminense, o candidato à reeleição direcionou críticas a setores da direita e pediu aos eleitores que votem em candidatos da sua base aliada para garantir representatividade no Congresso Nacional.
‘A gente não pode permitir que a direita faça maioria no Senado. Senão eles vão transformar esse país em um inferno. É importante vocês saberem disso’, alertou o presidente, reforçando o apelo para que a população eleja parlamentares que viabilizem a governabilidade em um eventual quarto mandato.
Encerrando as críticas aos adversários políticos, Lula acusou o campo opositor de ter uma postura de subordinação externa e de atentar contra o patrimônio público nacional. ‘Essa gente de dia beija a bandeira do Brasil, e de noite a bandeira americana. Quer entregar nossas riquezas, queriam privatizar praias para resort de luxo. O que está em jogo é a democracia ou a barbárie’, concluiu.
Fonte: g1.globo.com
