Últimas notícias
BRASIL

Organização Teto constrói casas para população hipervulnerável em São Paulo

A organização Teto realiza entregas de moradias emergenciais para famílias em extrema vulnerabilidade na Terra Indígena Jaraguá e em outras regiões.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
Organização Teto constrói casas para população hipervulnerável em São Paulo

A organização não governamentais Teto atua no atendimento a camadas da população que vivem na mais absoluta miséria e em situação de marginalidade, inclusive dentro de favelas consolidadas. Fundada no Chile em 1997 e presente no Brasil desde 2006, a entidade constrói palafitas que variam de 15 m² a 18 m², utilizando painéis pré-moldados de madeira para assegurar condições básicas de dignidade aos moradores.

Em uma de suas maiores entregas de moradias emergenciais desde o início da pandemia em 2020, a Teto construiu recentemente 25 casas voltadas para famílias das aldeias Tekoa Ytu e Tekoa Pyau, localizadas na Terra Indígena Jaraguá, território habitado pelo povo guarani que enfrenta forte pauperização. A ação contou com o trabalho conjunto de mais de 300 voluntários e membros da comunidade local.

Segundo Thayná Shervis, especialista em relações institucionais e incidência da Teto, a atuação da organização busca superar quadros graves de pobreza e emergência habitacional por meio da união entre o voluntariado jovem e os próprios moradores de favelas hipervulneráveis, viabilizando projetos habitacionais e de infraestrutura de forma coletiva.

As moradias erguidas pela Teto diferem daquelas de favelas com associações consolidadas e estruturas de alvenaria. Os locais de atuação da entidade apresentam residências com piso de terra batida, ausência de isolamento térmico e forte exposição a condições climáticas extremas de calor ou frio, oferecendo condições precárias aos habitantes.

O modelo de construção mobiliza cerca de dez voluntários por terreno juntamente com os moradores, concluindo o processo — que abrange também a pintura — em um período de 48 horas. Os telhados empregam materiais reciclados, e as estruturas sobre palafitas têm durabilidade estimada em dez anos, protegendo as famílias contra insetos, animais peçonhentos e enchentes.

Existem dois formatos principais de habitação: as de emergência, como as instaladas na Terra Indígena Jaraguá, e as resilientes, que dispõem de ventilação cruzada, proteção térmica e módulo de banheiro integrado, dependendo da captação de recursos financeiros da instituição. Financiada por doações de pessoas físicas e empresas, a Teto já alcançou a marca de 5.300 famílias impactadas e 100 mil voluntários mobilizados no Brasil desde 2006.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Escrito por

admin