Durante pronunciamento realizado na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o vice-líder chinês Han Zheng rebateu e criticou os Estados Unidos sob diversos aspectos. Contudo, o representante de Pequim optou por não citar nominalmente a nação governada por Donald Trump nenhuma vez durante a sua intervenção oficial em Nova York.
A participação chinesa no evento ocorreu logo após uma visita de Estado realizada pelo dirigente Xi Jinping a Washington, que durou três dias. Analistas internacionais apontaram que a curta duração da viagem teve o objetivo diplomático de demonstrar que a China e os Estados Unidos encontram-se em um patamar igualitário de importância no cenário global.
Dividindo seu discurso em pilares fundamentais para a superação de crises globais, Han Zheng abordou primeiramente os conflitos bélicos, afirmando que o mundo almeja a paz e precisa superar confrontos para garantir estabilidade duradoura. Ele mencionou a necessidade de respeitar a soberania de países do Oriente Médio, na esteira das tensões envolvendo o Irã e Israel.
No tocante à crise em Cuba, o vice-dirigente chinês fez cobranças diretas a Washington, instando o país a suspender imediatamente ameaças de força, além de encerrar o bloqueio e as sanções impostas à ilha caribenha. Por outro lado, o discurso adotou um tom mais cauteloso ao tratar da Ucrânia, poupando a Rússia e limitando-se a relembrar posições prévias apresentadas por Xi Jinping.
Outro ponto de destaque foi a defesa veemente das nações do Sul Global. Han Zheng defendeu que os países desenvolvidos cumpram seus compromissos financeiros voltados ao desenvolvimento e à transição climática, priorizando áreas cruciais como redução da pobreza e segurança alimentar.
Por fim, o representante de Pequim criticou o protecionismo e a imposição de barreiras comerciais, afirmando que tais medidas desestabilizam cadeias globais de suprimento. Defendendo o multilateralismo e o respeito aos caminhos sociais escolhidos de forma independente pelos povos, o governo chinês reforçou sua postura diplomática no palco global.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
