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Consultoria da Faria Lima auxiliou registro de Rockbridge, grupo conservador dos EUA, no Brasil

Escritório na avenida Faria Lima auxiliou na abertura nos EUA da Rockbridge Brazil, braço de grupo conservador americano alvo de representações eleitorais.

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Consultoria da Faria Lima auxiliou registro de Rockbridge, grupo conservador dos EUA, no Brasil

Uma consultoria jurídica com escritório na avenida Brigadeiro Faria Lima, no centro financeiro de São Paulo, prestou auxílio no registro, nos Estados Unidos, da Rockbridge Brazil LLC, apontada como o braço brasileiro do grupo conservador americano Rockbridge. A organização tem sido alvo de representações movidas pelo PT e pelo partido Missão na Justiça Eleitoral, sob a acusação de suposta intervenção em favor da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

A Rockbridge Brazil LLC foi formalizada em maio no estado do Wyoming, nos Estados Unidos, sob a responsabilidade de Chris Applegate, assessor do vice-presidente americano JD Vance. A Rockbridge Network é um coletivo cofundado por Vance que conta com a participação de empresários do Vale do Silício, incluindo o bilionário Peter Thiel, e defende bandeiras associadas à direita radical.

De acordo com os registros na junta comercial do Wyoming, a empresa Cogency Global foi designada como representante da Rockbridge Brazil. Chris Applegate aparece na documentação como “organizer”, função que no direito brasileiro equivaleria a um advogado, contador ou despachante, uma vez que a legislação local não obriga a identificação dos verdadeiros proprietários da empresa.

O e-mail de contato fornecido por Applegate pertence ao advogado Stephen Wade Angus, sócio do escritório Jones Day, cujo endereço no Brasil fica na avenida Faria Lima, na capital paulista. Angus é especialista em fusões e aquisições e também atua como diretor da Jones Day Serviços de Consultoria Ltda, além de compor o conselho diretor da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

O envolvimento da rede conservadora no cenário nacional veio à tona em meio a denúncias de ativistas e políticos locais, como o candidato Renan Santos, que apontaram ligações entre o grupo estrangeiro e apoiadores da campanha de Flávio Bolsonaro. Enquanto investigações e ações foram protocoladas no TSE e no STF para apurar eventuais irregularidades e o uso de recursos ou propaganda estrangeira, os citados e a campanha negam o recebimento de auxílio internacional.

As representações na Justiça Eleitoral solicitam a instauração de inquéritos e o uso de cooperação internacional para esclarecer a origem de publicações patrocinadas no exterior que repercutiam resultados de sites de apostas e promoviam a candidatura de Flávio Bolsonaro, mantendo o caso no centro das discussões políticas do período eleitoral.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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