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Negociadores precisam fazer concessões para encerrar guerra na Ucrânia, diz papa Leão 14

Durante discurso em Metz, na França, o papa Leão 14 afirmou que as partes envolvidas no conflito ucraniano devem abrir mão de posições em prol da paz e criticou o rearmamento europeu.

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Negociadores precisam fazer concessões para encerrar guerra na Ucrânia, diz papa Leão 14

O papa Leão 14 afirmou nesta segunda-feira (28) que os negociadores empenhados em encerrar o conflito na Europa precisam demonstrar flexibilidade e abrir mão de determinadas posições para alcançar a paz definitiva. A declaração ocorre em meio ao persistente impasse nos esforços diplomáticos para finalizar a guerra na Ucrânia.

Em pronunciamento direcionado a líderes europeus na cidade francesa de Metz — localidade associada a Robert Schuman, um dos arquitetos da União Europeia —, o pontífice lamentou o retorno do confronto armado ao continente, qualificando-o como um massacre sem sentido que continua a vitimar civis cotidianamente.

Ao delinear sua perspectiva geopolítica para a região, Leão 14 enalteceu a integração e o multiculturalismo europeus em um cenário marcado pelo avanço da extrema direita. Falando em francês, ele exortou o público a resgatar os princípios fundadores da UE, tais como o Estado de Direito e a igualdade civil, independentemente de raça, classe ou profissão.

Embora não tenha citado explicitamente o território ucraniano no trecho, o papa reforçou a necessidade de coragem diplomática. Evocando um apelo histórico feito em 1917 por Bento 15 durante a Primeira Guerra Mundial, ele destacou que os envolvidos devem se dispor a ceder em nome do bem maior da paz.

O líder da Igreja Católica também manifestou oposição ao crescimento dos investimentos militares na Europa, que atingiram patamares recordes desde o encerramento da Guerra Fria, impulsionados por pressões externas e pela postura da Rússia. Para ele, o rearmamento não representa uma solução válida para os desafios de segurança globais.

A visita papal à França ocorre simultaneamente a movimentações diplomáticas internacionais, incluindo reuniões recentes em Nova York entre lideranças globais para debater o futuro do conflito iniciado pela invasão russa em 2022. Ao lado do presidente francês Emmanuel Macron, Leão 14 concluiu sua agenda reforçando a importância do acolhimento humanitário a migrantes e da preservação dos valores democráticos europeus.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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