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O eleitor independente: quem é e o que pensa na corrida presidencial

Instituto de pesquisa estima que um terço do eleitorado pode mudar de lado; perfil pragmático e menos ideológico será decisivo na reta final da disputa.

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O eleitor independente: quem é e o que pensa na corrida presidencial

A parcela do eleitorado brasileiro que não possui fidelidade a nenhum campo político, partido ou candidato específico tem atraído a atenção de analistas e campanhas nesta reta final da corrida presidencial. Estimativas do instituto de pesquisa Quaest apontam que cerca de um terço dos eleitores tem potencial para mudar de lado de uma disputa eleitoral para outra, caracterizando-se por um perfil menos ideológico e muito mais pragmático na hora de registrar o voto na urna.

Além da volatilidade, esse grupo apresenta índices de abstenção consideravelmente superiores à média geral do eleitorado. As pesquisas de intenção de voto mais recentes mostram que a disputa para a Presidência da República encontra-se afunilada entre dois nomes principais e mais competitivos: Lula, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL. Contudo, os votos daqueles cidadãos que não se reconhecem nem como de esquerda nem como de direita prometem ser o diferencial decisivo para definir o pleito, com peso redobrado sobre os eleitores que ainda mantêm o voto em aberto.

Para aprofundar o debate sobre o comportamento desse segmento, o episódio recente do podcast O Assunto, apresentado pela jornalista Natuza Nery, trouxe análises detalhadas e conversas com especialistas. Na primeira parte, a atração recebeu a comentarista Ana Flor, que dedicou dois meses a uma viagem pelo país para mapear e conhecer de perto o cotidiano e o pensamento desse perfil de eleitor independente.

Na sequência do programa, a apresentação conduziu uma entrevista com o psicólogo e pesquisador Eduardo Sincofsky, diretor do projeto Plaza Pública e autor da obra “A Polarização no Divã”. Sincofsky tem liderado pesquisas qualitativas voltadas especificamente para decifrar a mentalidade dos eleitores indecisos, identificando suas principais insatisfações, expectativas e os fatores que pesam no momento de decidir o futuro político do país.

Em paralelo à discussão sobre o eleitorado independente, o cenário político geral aponta movimentações intensas dos principais candidatos na reta final. Enquanto o atual cenário mostra Lula apostando em medidas e pacotes com foco social, Flávio Bolsonaro busca consolidar o chamado ‘voto útil’ entre os conservadores. Os levantamentos da Quaest para o primeiro turno trazem Lula na liderança com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro com 34%, Ronaldo Caiado com 4%, Augusto Cury com 4%, Renan com 3% e Romeu Zema com 1%.

Para um eventual segundo turno entre os dois principais concorrentes, o cenário simulado pela mesma pesquisa demonstra um empate técnico na linha de largada, com ambos registrando 42% das intenções de voto. Com um terço do eleitorado oscilando entre posições e os indecisos exercendo papel central, o desfecho da eleição presidencial dependerá diretamente da capacidade de convencimento dessas correntes pragmáticas e não alinhadas nos dias que antecedem a votação.

Fonte: g1.globo.com

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