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Morre aos 92 anos o arquiteto Jeronimo Bonilha Esteves, coautor do Sesc Vila Mariana

Morreu aos 92 anos o arquiteto Jeronimo Bonilha Esteves, conhecido por projetos marcantes na capital paulista como o Sesc Vila Mariana.

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Morre aos 92 anos o arquiteto Jeronimo Bonilha Esteves, coautor do Sesc Vila Mariana

O cenário da arquitetura paulista despede-se de uma de suas mentes mais expressivas. Jeronimo Bonilha Esteves faleceu no dia 17 de setembro, aos 92 anos, em decorrência de causas naturais. O profissional acumulou uma trajetória marcante de contribuições urbanísticas e edificações que moldaram a paisagem da capital paulista ao longo de décadas de trabalho dedicado à profissão.

Natural de Garça, no interior do estado, Bonilha Esteves cresceu em meio aos cafezais administrados por seu pai e mudou-se para a capital com o objetivo de cursar ensino superior. Na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, destacou-se ao alcançar o primeiro lugar no processo seletivo de sua turma aos 20 anos, consolidando ali o início de uma carreira brilhante.

Ao longo de sua trajetória, integrou o escritório do renomado arquiteto francês Jacques Pilon e colaborou com figuras centrais do urbanismo brasileiro, como Jorge Wilheim. Contudo, entre os diversos trabalhos que assinou, guardava carinho especial por uma parceria familiar: o projeto do Sesc Vila Mariana, concebido em conjunto com sua filha e então sócia, Luciana Esteves.

Inaugurada em 1997 na zona sul de São Paulo, a unidade cultural e esportiva exigiu soluções criativas diante de um terreno estreito e em desnível. A inspiração parcial veio do Sesc Pompeia, de Lina Bo Bardi. O resultado foi a criação de duas torres interconectadas e estruturalmente abertas, formando um grande vão interno percorrido por passarelas metálicas que priorizavam a integração visual entre as atividades.

Além do premiado projeto reconhecido pelo IAB-SP em 1998, a assinatura de Bonilha Esteves está presente em marcos importantes da cidade, como o terminal de ônibus do Jabaquara, o Senac Santana e a Capela da Colônia Francesa, obra que uniu a arquitetura moderna à arte religiosa. Viúvo, o arquiteto deixa três filhas, netos e um legado indelével na história urbana brasileira.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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