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No 1º saldo positivo do ano, estatais federais têm superávit de R$ 1,76 bilhão em agosto

O Banco Central informou que as empresas estatais federais registraram um superávit de R$ 1,76 bilhão em agosto de 2026, marcando o primeiro saldo positivo do ano e o maior resultado para o mês desde o início da série histórica em 2001.

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No 1º saldo positivo do ano, estatais federais têm superávit de R$ 1,76 bilhão em agosto

As empresas estatais federais registraram um superávit de R$ 1,76 bilhão em agosto deste ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Este foi o primeiro saldo positivo obtido por essas companhias ao longo de 2026. O último superávit havia sido registrado em dezembro do ano passado, quando o resultado positivo alcançou R$ 1,16 bilhão.

O desempenho de agosto também representou o maior superávit das estatais federais para meses de agosto desde o início da série histórica do Banco Central, iniciada em dezembro de 2001. Até então, o maior resultado para o período havia ocorrido em 2023, quando o saldo positivo foi de R$ 1,39 bilhão. O termo “superávit” indica que a receita dessas empresas superou os gastos gerados no período.

Cabe ao Banco Central registrar e divulgar os dados estatísticos, embora a responsabilidade direta pelos resultados financeiros e administrativos das estatais federais seja do governo federal. O portal g1 entrou em contato com o Ministério da Gestão para questionar os fatores que motivaram o superávit de agosto, a eventual adoção de medidas específicas e a sustentabilidade do resultado, mas aguarda retorno.

No cálculo oficial do Banco Central, são consideradas empresas como Correios, Emgepron, Hemobrás, Casa da Moeda, Infraero, Serpro, Dataprev e Emgea. A metodologia exclui a Petrobras, a Eletrobras e as instituições do setor financeiro, como os bancos públicos. O conceito adotado pelo BC foca na variação da dívida, padrão utilizado em análises fiscais internacionais, diferindo do conceito de receitas menos despesas sem juros utilizado pelo governo.

Apesar do resultado positivo em agosto, as estatais federais mantêm um saldo acumulado negativo no ano. Na parcial dos oito primeiros meses de 2026, o rombo somou R$ 6,51 bilhões. O montante aproxima-se do resultado negativo recorde para um ano fechado registrado em 2024, quando o déficit atingiu R$ 6,73 bilhões.

O cenário fiscal desafiador tem sido agravado principalmente pela situação dos Correios, que enfrentam crise financeira com forte piora em 2025 e rombos contínuos. Para mitigar a situação, o governo federal implementa medidas como planos de reestruturação, redução de custos e novas autorizações de atuação no mercado, embora projeções indiquem que o panorama de déficit deva persistir nos próximos anos.

Fonte: g1.globo.com

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