A Suprema Corte dos Estados Unidos determinou nesta quarta-feira (30) que a execução de Christa Pike, no estado do Tennessee, pode prosseguir. A decisão da mais alta corte do país revogou uma suspensão que havia sido imposta por um tribunal de instância inferior poucas horas antes.
Christa Pike foi condenada à morte pelo assassinato de uma colega de classe, Colleen Slemmer, ocorrido em 1995. O caso gerou um dia de intensa incerteza jurídica, culminando na autorização para que a pena fosse aplicada por meio de injeção letal na Instituição de Segurança Máxima Riverbend, em Nashville.
Um painel dividido do 6º Tribunal de Apelações dos EUA havia concedido a suspensão inicial para analisar um recurso de última hora da defesa. Os advogados argumentaram que o histórico de abuso sexual e negligência sofridos por Pike na infância não foi considerado adequadamente em seu julgamento original.
O gabinete do procurador-geral do Tennessee, Jonathan Skrmetti, recorreu de imediato à Suprema Corte, classificando o entrave como uma questão técnica e exigindo o cumprimento da sentença. A maioria conservadora da corte deu aval para a execução, sem detalhar os motivos da decisão.
Por outro lado, as três juízas liberais do tribunal votaram contra a medida. A magistrada Sonia Sotomayor expressou divergência por escrito, afirmando que a maioria impediu de forma desnecessária a análise plena do recurso pelo tribunal inferior, destacando as graves consequências de uma decisão precipitada.
Aos 50 anos, Christa Pike é a única mulher no corredor da morte do Tennessee e está prestes a se tornar a primeira mulher executada no estado em mais de 200 anos. Durante os trâmites, defensores e familiares da vítima acompanharam o desfecho do lado de fora da prisão em meio a forte comoção pública.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
