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Enem exige leitura ativa e interpretação para ir bem na prova de linguagens

Levantamento mostra que a interpretação de textos lidera as cobranças na área de linguagens do Exame Nacional do Ensino Médio, exigindo dos estudantes conexões e pensamento crítico.

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Enem exige leitura ativa e interpretação para ir bem na prova de linguagens

A interpretação de textos figura como o conteúdo mais recorrente na área de linguagens do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), conforme aponta levantamento realizado pelo colégio Farias Brito sobre as edições aplicadas entre 2009 e 2025. O estudo destaca que temas como literatura, cultura artística e diferentes gêneros textuais também possuem forte presença no exame, exigindo dos candidatos habilidades que vão além da simples memorização de regras.

Especialistas e diretores pedagógicos ouvidos apontam que o desempenho satisfatório na prova está diretamente associado à capacidade de relacionar informações e compreender a fundo os sentidos construídos pela linguagem. Para Renato Júdice, diretor pedagógico do COC, a avaliação não recorre a conteúdos decorados, mas apresenta textos inéditos capazes de surpreender o estudante que não estiver habituado a estabelecer conexões.

Eduardo Calbucci, diretor pedagógico do Curso Anglo, reforça que a interpretação perpassa toda a prova de linguagens. Segundo ele, essa dinâmica aplica-se não apenas a textos verbais tradicionais, mas igualmente a poemas, charges, tirinhas e gráficos. Para desenvolver tal competência, a recomendação central consiste na resolução frequente de questões de exames anteriores.

No que tange aos estudos literários, ausentes de uma lista rígida de obras obrigatórias, a orientação é analisar poemas e textos a partir da forma, do contexto, do eu lírico e de recursos como a ironia e a intertextualidade. O foco deve recair sobre o entendimento intencional da obra, deixando de lado a mera decoreba de cronologias de autores ou características de escolas literárias.

No campo da gramática e da variação linguística, o foco da prova afasta-se de cobranças puramente decorebas sobre regras estritas de concordância ou regência, priorizando a adequação da língua aos contextos comunicativos e o respeito à pluralidade do português brasileiro. Elementos como coesão, coerência e as funções da linguagem também entram no escopo de atenção dos candidatos na reta final.

Por fim, a organização dos estudos para as semanas decisivas deve aliar o diagnóstico apurado dos próprios erros à gestão estratégica do tempo durante o simulado. Identificar as falhas recorrentes, retornar à teoria para sanar lacunas e evitar a retenção excessiva em questões complexas formam a base recomendada para alcançar um bom resultado na avaliação oficial.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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