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‘Fator Trump’, ‘risco à democracia’ e ‘costas para o futuro’: como jornais internacionais destacam a eleição no Brasil

A poucos dias do primeiro turno, jornais dos Estados Unidos e da Europa destacam a disputa acirrada no Brasil, o cenário econômico e a possível influência do presidente americano Donald Trump no pleito.

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‘Fator Trump’, ‘risco à democracia’ e ‘costas para o futuro’: como jornais internacionais destacam a eleição no Brasil

A poucos dias do primeiro turno da eleição presidencial no Brasil, marcado para o próximo domingo, o pleito ganhou forte destaque na imprensa internacional. Reportagens de veículos de comunicação nos Estados Unidos e na Europa apontam a disputa acirrada, debatem o cenário econômico brasileiro e analisam a possível influência do presidente norte-americano Donald Trump na votação.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos foi questionado sobre a disputa e afirmou estar acompanhando o processo eleitoral brasileiro “muito de perto”. Sem citar nominalmente os candidatos ao cargo, Trump classificou o pleito no Brasil como “muito importante” em declaração a jornalistas na Casa Branca, ressaltando que o país possui uma população fantástica.

Em reportagem publicada, o jornal norte-americano “The New York Times” destacou o chamado “fator Trump” na eleição brasileira. A publicação apontou que a principal dúvida que paira sobre o pleito é até que ponto o governo dos Estados Unidos tentará interferir ou influenciar a disputa eleitoral no país sul-americano.

Segundo o diário de Nova York, embora Trump não tenha declarado apoio formal a nenhum candidato específico, o governo republicano tem favorecido de maneira sutil o candidato Flávio Bolsonaro. A reportagem aponta que o Brasil tem buscado erguer barreiras de proteção para resguardar o processo eleitoral contra ingerências externas, incluindo o monitoramento de atividades de lobby estrangeiro e de desinformação.

Na Europa, o jornal britânico “The Guardian” publicou um editorial avaliando que a eleição presidencial representa uma escolha decisiva para o futuro institucional do país. O texto pontua que, enquanto Flávio Bolsonaro adota um perfil que tenta se distanciar do temperamento do pai, ele preserva posições radicais, ao passo que Lula enfrenta desgastes associados à desaceleração econômica, à criminalidade e a repercussões do escândalo do Banco Master.

Por fim, a revista britânica “The Economist” ponderou que, apesar de o Brasil contar com condições excepcionais para o desenvolvimento — como abundância de recursos naturais, forte agronegócio e matriz energética limpa —, o país permanece estagnado devido à dívida pública e à ausência de reformas profundas, avaliando que a escolha nas urnas traz desafios complexos para o futuro econômico nacional.

Fonte: g1.globo.com

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