A campanha da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), intensificou de forma significativa os ataques direcionados ao seu principal adversário na reta final da corrida eleitoral, Leandro Grass (PT). O objetivo central da estratégia adotada pelo grupo político é explorar o forte sentimento de antipetismo presente na capital federal para tentar consolidar uma vitória logo no primeiro turno do pleito.
Atualmente, Celina lidera as pesquisas de intenção de voto no Distrito Federal, enquanto Grass aparece em segundo lugar, posicionando-se como o principal nome com chances reais de levar a disputa para o segundo turno. Até as semanas antecedentes, a prioridade da chefe do Executivo local era desgastar o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), que mantinha proximidade nas sondagens antes de deixar oficialmente a disputa por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com a saída de Arruda do cenário eleitoral, o foco da campanha governista mudou radicalmente. A estratégia passou a ser a contenção do avanço de Leandro Grass nas pesquisas, utilizando como principal ferramenta a associação direta do candidato petista à imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cuja gestão e figura pública registram índices expressivos de rejeição no eleitorado brasiliense.
Fazendo contas de olho no panorama geral da disputa presidencial e regional, a equipe de marketing da governadora constatou que os nomes alinhados à direita no espectro político — como Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) — concentram somados mais de 50% das intenções de voto na capital da República.
Diante desse cenário favorável, a expectativa da campanha é conseguir atrair e absorver boa parte desse eleitorado conservador já no próximo domingo, dia da votação, garantindo assim os números necessários para definir o pleito ainda na primeira etapa, sem a necessidade de um segundo turno.
A movimentação na reta final reflete a polarização nacional refletida no Distrito Federal e o esforço das diferentes correntes políticas para conquistar os eleitores indecisos e os simpatizantes de candidaturas alinhadas à direita que agora buscam um posicionamento definitivo na urna eletrônica.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
