O conselheiro presidencial dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, declarou formalmente nesta sexta-feira (2) que o incidente ocorrido a bordo de um voo da Flydubai, que fazia a rota entre Dubai e Tel Aviv, tratou-se de um ato terrorista. Na ocasião, o comandante da aeronave foi alvo de agressões físicas por parte de seu próprio copiloto durante a viagem.
Gargash utilizou uma rede social para enaltecer a postura do comandante Smit Machchhar, de nacionalidade indiana, classificando-o como um verdadeiro herói. Segundo o representante emiradense, a atuação do piloto foi crucial para evitar um desastre aéreo de grandes proporções diante de uma grave ameaça de violência extrema a bordo.
A aeronave envolvida no episódio era um Boeing 737 transportando 174 passageiros na última quarta-feira (30). O confronto na cabine gerou momentos de pânico, com o avião chegando a perder altitude consideravelmente em poucos segundos, até que a intervenção conjunta de passageiros e tripulantes conteve a situação de risco.
Em conversa com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, o comandante Machchhar relatou que abriu a porta da cabine em pleno voo como uma tentativa desesperada de buscar ajuda. Investigações conduzidas em conjunto por autoridades dos Emirados Árabes e da Arábia Saudita apontam que o copiloto atacou o superior, tendo sido transferido sob forte esquema de segurança.
Paralelamente, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou publicamente que o copiloto responsável pela agressão havia passado por processos de doutrinação islamista radical. O caso repercutiu imediatamente nos bastidores da diplomacia internacional no Oriente Médio.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou ser provável o envolvimento do Irã no ataque aéreo e prometeu uma retaliação severa caso Teerã seja apontado como o mandante. Washington tem reforçado seu aparato militar na região com sistemas de defesa e movimentação de porta-aviões para proteger instalações estratégicas.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
