Últimas notícias
BRASIL

“Não sei o que falar, não fiz isso”, diz réu por matar amiga da namorada em Campo Grande

Em julgamento nesta sexta-feira (2), Matheus Henrique de Oliveira Domingos negou ter assassinado Kamyla Scarllet Fernandes Cristaldo e afirmou estar sendo acusado injustamente.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
“Não sei o que falar, não fiz isso”, diz réu por matar amiga da namorada em Campo Grande

Durante depoimento prestado no júri popular realizado nesta sexta-feira (2), em Campo Grande, Matheus Henrique de Oliveira Domingos, de 24 anos, negou qualquer envolvimento no assassinato de Kamyla Scarllet Fernandes Cristaldo, de 28 anos. O réu, que atuava como cabeleireiro e vendedor autônomo antes de ser preso, afirmou perante o juiz Aluízio Pereira dos Santos que está sendo acusado injustamente pelo crime.

O jovem relatou que morava na capital sul-mato-grossense havia cerca de três anos e que a vítima passou a residir em sua residência a pedido da ex-namorada dele, com quem Kamyla mantinha uma amizade de longa data. Segundo o depoimento, a convivência durou aproximadamente dois meses e o relacionamento de moradia foi encerrado após desentendimentos gerados por cobranças e pela presença de pessoas desconhecidas no portão do imóvel.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul sustenta a tese de que o réu agiu por ciúmes da amizade entre a namorada e a vítima, denunciando-o por homicídio qualificado por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa, feminicídio e porte ilegal de arma de fogo. No entanto, Matheus negou as motivações passionais e justificou que a única discussão com a jovem envolveu a segurança da residência, motivo pelo qual decidiu entregar o imóvel.

Questionado sobre a fuga para Presidente Prudente (SP) logo após o crime, o acusado alegou que deixou Campo Grande de carona em um veículo antes de saber que era considerado suspeito. Ele justificou que permaneceu foragido por falta de condições financeiras para contratar um advogado e por medo decorrente de ameaças recebidas pelas redes sociais, afirmando que retornou voluntariamente para esclarecer os fatos com a Justiça.

Do lado de fora do Fórum, familiares de Kamyla acompanharam o julgamento em clima de protesto e clamor por condenação. A avó da vítima, Elizeth Fernandes Cristaldo, relatou que a neta foi baleada pelas costas e sem motivo aparente. Kamyla ficou internada por mais de 100 dias na Santa Casa de Campo Grande, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu em 19 de dezembro de 2024.

Ao concluir o interrogatório no plenário, o réu voltou a clamar por inocência e expressou o desejo de que o caso seja totalmente esclarecido. O julgamento segue mobilizando autoridades e familiares que buscam respostas definitivas sobre o homicídio que chocou o Estado.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano