O ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP) se tornou o senador mais votado da história do país. Ele foi eleito neste domingo (4) por São Paulo com 13.273.880 votos, o equivalente a 30,59% dos votos válidos, de acordo com a apuração oficial divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A outra vaga em disputa para o Senado pelo estado de São Paulo ficou com André do Prado (PL), que recebeu 12.703.089 votos válidos, representando 29,28%. Figuras conhecidas da política nacional como Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) terminaram a disputa em terceiro e quarto lugar, respectivamente, e acabaram não sendo eleitas.
Ex-capitão da Rota e reconhecido aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Guilherme Derrite construiu sua projeção política recente à frente da Secretaria da Segurança Pública do estado, cargo que ocupou por três anos na gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Sua passagem pela pasta foi marcada por forte polarização e pela defesa pública de uma política de linha dura contra a criminalidade.
A gestão de Derrite na segurança estadual coincidiu com um aumento expressivo nos índices de letalidade policial. Dados do Ministério Público de São Paulo apontam que o número de mortes decorrentes de intervenções de agentes públicos passou de 477 em 2022 para 877 em 2025, o que representa um acréscimo de 83% no período. Operações emblemáticas na Baixada Santista também geraram intensos debates públicos e críticas de entidades de direitos humanos.
Por outro lado, o governo paulista destacou que o período registrou marcas históricas na redução de outros indicadores de criminalidade. Os dados da Secretaria da Segurança Pública indicam que o estado atingiu em 2025 os menores patamares anuais já contabilizados para crimes como homicídios, latrocínios, roubos de carga e roubos de veículos desde o início da série histórica, em 2001.
Com passagens pela Câmara dos Deputados onde atuou fortemente na chamada ‘bancada da bala’, Derrite se destacou nacionalmente ao relatar projetos de grande repercussão, como o fim das saídas temporárias de presos e o projeto de lei Antifacção, que culminou na sanção da Lei 15.358/2026. Agora, ele deixa definitivamente o Executivo estadual para assumir a cadeira no Senado Federal com votação recorde.
Fonte: g1.globo.com
