O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou um balanço parcial neste domingo informando que um total de 421 urnas eletrônicas precisou ser substituído em todo o país ao longo do processo de votação. A operação de troca ocorreu dentro dos protocolos estabelecidos pela Justiça Eleitoral para garantir a normalidade do pleito.
A corte eleitoral também destacou a presença de 55 auditores do Tribunal de Contas da União (TCU). Os profissionais estão mobilizados em território nacional para acompanhar de perto o andamento dos testes de integridade dos equipamentos, sem que tenha sido registrada nenhuma intercorrência grave relacionada a essa fiscalização específica.
O procedimento de verificação de integridade, que consiste em uma simulação completa de votação, é realizado de forma sistemática desde o ano de 2002. Como inovação para o pleito deste ano, parte da auditoria passou a ser conduzida diretamente nas dependências do próprio Tribunal Superior Eleitoral.
De acordo com as informações oficiais consolidadas até as 10h da manhã deste domingo, nenhum problema de integridade havia sido reportado em nenhuma seção eleitoral do Brasil, atestando o funcionamento regular das urnas auditadas sob a supervisão dos órgãos de controle.
Em relação à participação dos eleitores, o painel de monitoramento do TSE instalado no Centro de Divulgação das Eleições (CDE), na sede da corte em Brasília, apontou que 2.076.797 pessoas já haviam realizado a justificativa de seus votos até as 9h30.
O comparecimento às urnas e os índices de abstenção permanecem como pontos centrais de atenção para a Justiça Eleitoral. No pleito de 2022, o percentual de abstenção alcançou 20,95%, marcando o índice mais elevado desde 1998. Cabe lembrar que o sufrágio é obrigatório para cidadãos brasileiros com idade entre 18 e 70 anos, sendo exigido o pagamento de multa no valor de R$ 3,51 por turno para aqueles que deixarem de votar e não justificarem a ausência.
Fonte: noticias.uol.com.br
