O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, declarou neste domingo (4) que a corte não identificou nenhum indicativo de interferência estrangeira ou de atuação do crime organizado no processo eleitoral em curso.
Em declaração concedida a jornalistas em Brasília, o magistrado pontuou que os relatórios elaborados pelo tribunal demonstram estabilidade e segurança na condução do pleito. “Os nossos relatórios não apontam nenhum risco internacional ou do crime organizado”, afirmou o dirigente máximo da justiça eleitoral.
Sem entrar em maiores detalhes operacionais, o ministro atribuiu parte da eficácia preventiva à cooperação firmada entre o tribunal e diversas plataformas digitais, medida que, segundo ele, contribuiu significativamente para mitigar problemas e desinformações que poderiam afetar o pleito.
Questionado sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de suspender temporariamente os atendimentos em sua embaixada e consulados no Brasil por motivos de segurança, anunciada na sexta-feira (2), Nunes Marques minimizou o episódio. Para o presidente do TSE, condutas semelhantes costumam ocorrer em contextos de forte polarização política e já foram adotadas por representações diplomáticas em outros países, a exemplo da Colômbia.
No mesmo sentido, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, informou mais cedo que a corporação abriu uma apuração prévia para verificar possíveis ingerências externas na disputa, mas corroborou que, até o momento, não foram encontrados elementos concretos que coloquem em risco as representações diplomáticas no país.
Anteriormente, em agosto, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) havia encaminhado um relatório ao governo federal e ao TSE alertando sobre cenários hipotéticos de influência externa dos Estados Unidos nas eleições brasileiras, ponto que segue monitorado pelas autoridades competentes.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
