O candidato Ronaldo Caiado (PSD) registrou 2,18% das intenções de voto na eleição presidencial realizada neste ano. A quantidade de apoios o deixou na 5ª colocação da disputa em 2026, acumulando um total de 2.605.148 votos em todo o país.
Esta não é a primeira vez que o político tenta chegar ao Palácio do Planalto. Ele também esteve presente na primeira eleição presidencial após a redemocratização, em 1989, quando terminou com 0,72% do total de votos, ao receber 488.893 apoios. Ao comparar as duas disputas, Caiado multiplicou seu resultado por cinco após um intervalo de 37 anos.
O ex-governador de Goiás ainda não havia se pronunciado oficialmente desde a divulgação dos resultados para indicar se vai apoiar Flávio Bolsonaro (PL) ou Lula (PT) no segundo turno da disputa. Na noite de domingo, ele preferiu exaltar a eleição de Daniel Vilela (MDB), seu sucessor no governo do estado.
O pleito atual apresentou diferenças estruturais em relação a 1989. O Brasil registrou 22 candidatos na eleição de 1989, enquanto 13 concorreram no pleito deste ano. Já o total de votos válidos, que era de 67,6 milhões há quase quatro décadas, aumentou para quase o dobro, alcançando 119,3 milhões em 2026.
No intervalo entre as duas candidaturas presidenciais, Caiado atuou como deputado federal por 16 anos, senador por oito e governou o estado de Goiás por dois mandatos consecutivos, cargo que deixou neste ano para se dedicar à disputa nacional. Na corrida presidencial atual, o candidato não liderou em nenhum dos 26 estados ou no Distrito Federal, que tiveram apenas Flávio Bolsonaro e Lula como vencedores.
Em Goiás, o ex-governador ficou na terceira posição, com 12% dos votos, o que representou 472 mil eleitores. O cenário repetiu-se nos 246 municípios goianos: Flávio Bolsonaro venceu em 218 cidades, enquanto Lula levou a melhor em 28. Caiado não conquistou a vitória em nenhuma delas.
Caiado intensificou e centralizou suas agendas no estado goiano desde o dia 24 de setembro até o dia da votação. Embora não tenha sido eleito para a presidência, ele conseguiu eleger sua esposa, Gracinha Caiado (União Brasil), como senadora, com 22% dos votos.
Fonte: g1.globo.com
