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Como foram as horas que antecederam a Batalha da Inajar de Souza, que terá julgamento nesta segunda

Investigação da Polícia Civil detalha o planejamento minucioso e a mobilização de torcedores organizados nas horas anteriores ao confronto que resultou na morte de dois palmeirenses em 2012, cujo julgamento de dez réus começa nesta segunda-feira.

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Como foram as horas que antecederam a Batalha da Inajar de Souza, que terá julgamento nesta segunda

A investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo revelou os detalhes de como foi planejado o confronto entre torcedores de Corinthians e Palmeiras que ficou conhecido como a Batalha da Inajar de Souza. O episódio violento, ocorrido em 2012, resultou nas mortes de dois torcedores palmeirenses devido a traumatismos cranianos. O julgamento de dez acusados de homicídio começa nesta segunda-feira (5), com expectativa de durar até a sexta-feira (9) no Fórum da Barra Funda.

As apurações apontam que a mobilização começou na noite de sábado, 24 de março de 2012, quando torcedores corintianos se reuniram em diferentes bairros da capital paulista. Utilizando ônibus alugados sob o pretexto de participarem de festas, os envolvidos foram transportados para um snooker bar localizado no Jardim Monte Kemel, na zona oeste da cidade. No local, os celulares foram confiscados na entrada para garantir a confidencialidade da ação.

Depoimentos de testemunhas protegidas indicam que, durante o período em que estiveram reunidos no estabelecimento, líderes da torcida organizada traçaram o plano de ataque. Em cima de uma das mesas de bilhar, toucas com buracos para os olhos foram distribuídas para ocultar a identidade dos participantes, enquanto instruções diretas eram repassadas para garantir que o grupo agisse de maneira coordenada durante o clássico do dia seguinte.

O inquérito policial também detalha a logística de armamentos utilizada na emboscada. Além da distribuição de fogos de artifício comprados dias antes, torcedores que desembarcavam dos veículos receberam barras de ferro e pedaços de madeira que estavam armazenados em automóveis de apoio. A comunicação entre os articuladores da ação era realizada por meio de rádios portáteis, facilitando a movimentação e a surpresa contra os rivais.

Do outro lado, torcedores palmeirenses caminhavam pela avenida Inajar de Souza em direção à sede de sua torcida, escoltados por viaturas da Polícia Militar. Os ônibus com o grupo corintiano realizaram uma manobra para surpreender os alviverdes pelas costas. Em maior número e completamente organizados para o ataque, os agressores cercaram e espancaram os rivais, em um episódio classificado por testemunhas e pelo Ministério Público como uma verdadeira batalha campal.

O julgamento que se inicia nesta segunda-feira coloca no banco dos réus dez pessoas apontadas pela acusação como participantes ativos na organização, no planejamento e na execução do confronto fatal. Entre os réus estão figuras ligadas à cúpula da torcida organizada Gaviões da Fiel. A defesa dos acusados nega envolvimento nos crimes, enquanto o caso permanece marcado como um dos episódios mais graves de violência associada ao futebol no estado de São Paulo.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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