No último domingo (4), brasileiros residentes ao redor do mundo foram às urnas para decidir quem comandará a presidência da República pelos próximos quatro anos. A disputa presidencial foi acirrada e acabou encaminhada para o segundo turno, com Flávio Bolsonaro (PL) registrando 47,03% dos votos e Lula (PT) alcançando 45,16% em território nacional.
Apesar do equilíbrio verificado nas urnas do Brasil, a votação no exterior apresentou cenários específicos em diferentes nações. Em dois países, o candidato petista obteve a marca expressiva de 100% dos votos válidos computados durante o pleito internacional.
O primeiro caso ocorreu na Líbia, localizada no norte da África. Na embaixada brasileira em Trípoli, capital do país, havia 30 eleitores aptos a votar, mas apenas dois compareceram ao pleito. Ambos depositaram seus votos em favor de Lula.
O segundo país onde o candidato registrou domínio absoluto foi o Haiti, situado no Caribe. Na capital Porto Príncipe, 33 eleitores estavam aptos a participar da votação na representação diplomática, com cinco comparecimentos registrados. Todos escolheram o petista.
Além dessas localidades, Lula também obteve votação expressiva em Cuba, onde conquistou 36 sufrágios, correspondendo a 94,74% dos votos válidos naquele país da América Central. No total, os eleitores puderam exercer o direito de voto em 101 países ao redor do globo.
A votação no exterior também permitiu observar mudanças de preferência em relação ao pleito anterior de 2022. No Kuwait, por exemplo, onde Jair Bolsonaro havia sido o mais votado há quatro anos, Lula saiu vitorioso no primeiro turno de 2026. O movimento inverso ocorreu na Tailândia, que registrou maior votação para o atual presidente em 2022, mas escolheu Flávio Bolsonaro como o mais votado neste ano.
Outros países tradicionais mantiveram tendências ou apresentaram variações nas margens. Lula voltou a vencer em nações como Portugal, França, Alemanha e Reino Unido. Por sua vez, Flávio Bolsonaro liderou a preferência dos eleitores no Japão e em Israel, repetindo o desempenho do pai na eleição passada.
Fonte: g1.globo.com
