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Assombrado após perder quase toda sua família, deslocado de Gaza ainda sonha em voltar

Omar al-Hassayna fugiu da Faixa de Gaza para o Cairo após um ataque aéreo israelense dizimar grande parte de sua família. Anos depois, ele aguarda estabilidade para retornar.

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Assombrado após perder quase toda sua família, deslocado de Gaza ainda sonha em voltar

Omar al-Hassayna deixou a Faixa de Gaza rumo ao Cairo, no Egito, após um bombardeio aéreo israelense eliminar grande parte de seus familiares. Anos depois da deflagração do conflito desencadeado pelo ataque do Hamas a Israel em outubro de 2023, ele permanece na capital egípcia à espera de segurança e da reconstrução de sua terra natal.

Hassayna integra o grupo de mais de 100 mil moradores de Gaza que saíram do território durante a guerra e continuam retidos no exterior, conforme registros da Autoridade Palestina. Enquanto isso, eles lamentam as perdas de parentes, casas e bairros inteiros destruídos pelos confrontos na região.

Cerca de 308 integrantes da família ampliada de Hassayna faleceram quando ataques israelenses atingiram um complexo de edifícios residenciais na Cidade de Gaza em novembro de 2023. Entre as vítimas fatais estavam sua esposa, quatro filhos adultos e quatro netos pequenos, incluindo um bebê de poucos meses de vida.

Parte da família sobrevivente também conseguiu se deslocar para o Cairo, enquanto outros parentes foram acolhidos em diferentes locais ou permaneceram no território palestino. As Forças Armadas de Israel informaram que suas operações têm como alvo objetivos militares e buscam mitigar danos aos civis, sem comentar especificamente os detalhes do episódio de novembro.

No Cairo, Hassayna comercializa ocasionalmente itens de sua antiga empresa de equipamentos de segurança e combate a incêndios para custear sua permanência e a de seus dependentes. Embora alguns políticos israelenses defendam o incentivo à saída definitiva da população de Gaza, milhares de pessoas já conseguiram retornar para suas casas.

Hassayna afirma que só voltará a cruzar a fronteira quando houver um acordo internacional abrangente, estabilidade institucional e o início efetivo das obras de reconstrução em Gaza. Para ele, a esperança de retornar e reconstruir a própria vida permanece intacta apesar de toda a tragédia enfrentada.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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