O estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, foi palco de uma noite de profunda emoção na última terça-feira (6), quando Lionel Messi vestiu a camisa da seleção argentina pela última vez em sua carreira. Diante de mais de 85 mil torcedores nas arquibancadas, o capitão e ídolo máximo do futebol argentino encerrou uma trajetória de mais de duas décadas defendendo as cores alvicelestes.
A seleção convidada para a ocasião festiva foi a do Benin, posicionada na 89ª colocação do ranking da Fifa, enquanto a Argentina ocupa o segundo lugar. Contudo, o placar e o desempenho esportivo em campo acabaram ficando em segundo plano diante da atmosfera de reverência e adoração direcionada ao camisa 10.
A carga emocional da despedida ficou evidente desde a chegada da delegação ao estádio, com o craque sendo visto em prantos dentro do ônibus. Acompanhado por seus filhos Thiago, Mateo e Ciro, Messi não conteve o choro durante a execução do hino nacional, momento compartilhado pelo zagueiro Nicolás Otamendi — que também se despede da equipe — e pelo técnico Lionel Scaloni.
As arquibancadas transformaram-se em um mar azul e branco pontilhado por faixas e bandeiras que estampavam o rosto de Messi ao lado de Diego Maradona. A torcida entoou cânticos tradicionais de forma ininterrupta durante todo o evento, prestando homenagens também a Jorge Messi, pai do jogador, falecido no início de agosto.
Aos dez minutos de jogo, a partida foi brevemente paralisada para uma ovação coletiva que envolveu os jogadores do Benin e o público presente, com queima de fogos e gritos fervorosos de apoio. O encerramento coroa uma história iniciada em agosto de 2005, num amistoso contra a Hungria, marcada por momentos de superação após anos de reveses e finais perdidas até a conquista da Copa América de 2021 e da Copa do Mundo do Qatar em 2022.
Aos 39 anos, após a campanha na Copa de 2026 na América do Norte e a recente perda do pai, Messi deixa um legado incontestável na seleção. Enquanto o país debate nomes promissores como Nico Paz e Franco Mastantuono para assumir a herança da camisa 10, o craque de Rosario despede-se com gratidão: ‘Esta camisa foi meu sonho, meu orgulho e minha vida’.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
