Uma profunda alteração no sistema eleitoral da Índia resultou na exclusão de cerca de 130 milhões de cidadãos do cadastro oficial para votação. A medida drástica gerou forte onda de protestos e manifestações em diferentes regiões do país asiático, acirrando os ânimos no cenário político nacional.
Milhões de afetados já recorreram administrativamente contra as exclusões, contudo, continuam aguardando a análise de seus respectivos casos pelos órgãos competentes. Relatos apontam que muitos cidadãos acabaram ficando sem votar em pleitos bastante disputados, ao passo que outros contestam o registro incorreto de seus nomes como falecidos.
Diante do impasse e da revolta popular, manifestantes saíram às ruas para exigir publicamente a renúncia de Gyanesh Kumar, atual chefe da comissão eleitoral. O órgão em questão historicamente gozava de reconhecimento internacional por conduzir processos eleitorais considerados relativamente justos, sobretudo em uma região marcada por episódios de golpes de Estado e governos de caráter autocrático.
O processo de revisão em curso impõe a exigência rigorosa para que quase 1 bilhão de pessoas apresentem uma série de documentos comprobatórios para garantir a manutenção do direito fundamental ao voto.
Para se ter dimensão do impacto administrativo e social da medida, o volume total de pessoas excluídas do cadastro eleitoral indiano supera de forma expressiva a população total de países como o México.
A oposição política, organizada em torno da aliança INDIA (Indian National Developmental Inclusive Alliance), segue mobilizada em Nova Délhi e outras localidades, pressionando as autoridades por transparência e pela restituição imediata do direito de sufrágio aos eleitores afetados pela controversa triagem.
Fonte: noticias.uol.com.br
