Um incêndio de proporções preocupantes atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) na noite desta quarta-feira (7), localizado na Cidade Universitária, no Recife. Até o momento, as autoridades e equipes de resgate não registraram informações sobre feridos decorrentes da ocorrência.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e atua intensamente no local para conter e extinguir as chamas. O foco do incêndio concentra-se na sede da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, unidade vinculada diretamente à Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da instituição de ensino superior.
O espaço atingido desempenha um papel fundamental na academia, reunindo amostras de projetos voltados a investigações sobre câncer, obesidade, coronavírus, TDAH e autismo. Além disso, o prédio abriga iniciativas de iniciação científica conduzidas por mestrandos, doutorandos e pós-doutorandos.
Em meio ao incidente, o historiador e influenciador Jones Manoel (PSOL), recém-eleito deputado federal por Pernambuco, relatou através das redes sociais que estudantes da universidade teriam recebido mensagens contendo ameaças de motivação política. Segundo o relato, um dos textos mencionava a intenção de explodir o departamento.
As mensagens divulgadas pelo parlamentar eleito mencionam supostos ataques articulados por apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, embora a veracidade desses conteúdos ainda não tenha sido confirmada oficialmente. Em paralelo, grupos de estudantes e coletivos de esquerda sugerem nas redes sociais que o sinistro pode representar uma retaliação a uma manifestação realizada no campus em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Diante da gravidade da situação, Jones Manoel classificou o episódio como um absurdo e manifestou profunda tristeza. O deputado afirmou que pretende acionar formalmente a Polícia Federal e o Ministério Público Federal para solicitar uma investigação imediata, apontando a possibilidade de o incêndio ter origem criminosa.
A reportagem tentou contato com o Ministério da Educação (MEC) por telefone e e-mail para obter posicionamento oficial sobre o caso. A assessoria de imprensa informou que enviaria uma nota a respeito do ocorrido, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
