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Apreensão de dezoito drones gera prejuízo superior a R$ 300 mil ao crime organizado em Campo Grande

Aparelhos interceptados nos últimos dois meses eram adaptados para lançar celulares e drogas dentro da Penitenciária de Segurança Máxima.

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Apreensão de dezoito drones gera prejuízo superior a R$ 300 mil ao crime organizado em Campo Grande

Um total de dezoito drones utilizados para tentar introduzir telefones celulares, entorpecentes e outros itens proibidos na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande foi interceptado ao longo dos últimos dois meses. A operação conjunta envolveu a Força Penal Nacional e a Polícia Penal de Mato Grosso do Sul, gerando uma perda financeira estimada em mais de R$ 300 mil ao crime organizado apenas pelo custo dos equipamentos.

Adaptação dos aparelhos e novas barreiras

De acordo com informações da Secretaria Nacional de Políticas Penais, os dispositivos aéreas passavam por modificações para conseguir transportar e soltar cargas em pleno voo sobre a unidade prisional. Cada aeronave não tripulada tinha capacidade para conduzir até seis telefones celulares e aproximadamente 600 gramas de drogas. Como medida preventiva, a administração penitenciária iniciou a instalação de telas de proteção para servir como barreira física contra esses lançamentos.

Os aparelhos recolhidos serão encaminhados à Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário para uso em treinamentos dos agentes, permitindo que a corporação compreenda as modificações técnicas e aprimore a identificação e interceptação. As atuações da Força Penal Nacional no estado tiveram início em 24 de agosto com o propósito de aperfeiçoar os procedimentos de segurança.

Investigação em Dourados

Nesta quarta-feira (21), o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado deflagrou a operação Colete de Troia para apurar a suspeita de facilitação por parte de policiais penais na Penitenciária Estadual de Dourados. Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em Dourados, Ivinhema, Rio Brilhante e Paranavaí, no Paraná, em uma investigação em andamento desde 2024 sobre o uso de drones para transporte de ilícitos até as celas.

Escrito por

Jeder Fabiano