
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) implementou o sistema Luppa, uma ferramenta de inteligência artificial voltada para o monitoramento de contratos administrativos. A tecnologia automatiza a leitura e o cruzamento de dados, permitindo a identificação de divergências e possíveis cobranças indevidas em documentos, planilhas e relatórios.
Eficiência operacional
Com a adoção do sistema, o tempo e a mão de obra necessários para a fiscalização foram significativamente reduzidos. O processo, que anteriormente demandava o trabalho de quatro servidores durante 20 dias, passou a ser executado por apenas um funcionário em um período de dez dias, representando uma diminuição de 87,5% no esforço operacional.
A ferramenta, desenvolvida pela Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) e pela Secretaria de Administração (Sead) do órgão, acompanha contratos que somam cerca de R$ 24 milhões por ano. O sistema ainda mantém um registro das análises, o que, segundo o MPMS, auxilia em futuras auditorias e aumenta a rastreabilidade das verificações.
Reconhecimento nacional
O projeto Luppa é um dos finalistas do Prêmio CNMP 2026, promovido pelo Conselho Nacional do Ministério Público. A premiação, que destaca iniciativas inovadoras em unidades do Ministério Público brasileiro, terá seu resultado divulgado no dia 11 de novembro, em cerimônia no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), em Brasília.
Embora a ferramenta auxilie na identificação de inconsistências para análise dos gestores, o MPMS não detalhou o volume de irregularidades detectadas nem o montante de recursos públicos que foram objeto de recuperação ou economia até o momento.
